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Nova Frente Popular reforça campanha com grande avanço da extrema-direita

Voluntário da campanha dos candidatos da Nova Frente Popular distribui folhetos eleitorais para as próximas eleições legislativas em Paris, sábado, 22 de junho de 2024.
Voluntário da campanha dos candidatos da Nova Frente Popular distribui folhetos eleitorais para as próximas eleições legislativas em Paris, sábado, 22 de junho de 2024. Direitos de autor Thibault Camus/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Thibault Camus/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
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A aliança de esquerda Frente Popular, em França, está a contar com novos voluntários para atrair eleitores, a menos de uma semana da primeira volta das eleições antecipadas.

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A uma semana da primeira volta, é preciso intensificar a campanha e chamar todos os reforços e, por isso, a Nova Frente Popular, aliança de esquerda — formada pelo Partido Socialista, o ecologista EELV, França Insubmissa e Partido Comunista Francês — está empenhada num último sprint que dê mais votos ao partido e não confira a maioria à extrema-direita.

No início da semana, uma sondagem da Elabe para a BFMTV e "La Tribune Dimanche", confirmou a tendência que o Rassemblement National estaria em primeiro lugar nas intenções de voto para as eleições legislativas, com 36% dos votos , à frente da Nouveau Front Populaire (27%).

O recrutamento de voluntários é uma das estratégias da Nova Frente Popular, que saiu à rua com panfletos e uma banda de música para conversar com eleitores e potenciais votantes.

A campanha não é só em Paris e vários voluntários, recém-inscritos no partido, estão a ir para fora da cidade, muitos com pouca experiência de campanha. "Só tinha pessoas novas comigo", conta Jaspal De Oliveira-Gill, militante da nova aliança de esquerda, depois de se ter organizado para fazer campanha no seu bairro. "Normalmente, juntamos voluntários experientes com novos voluntários para os formar, mas desta vez tivemos de fazer uma formação express e enviá-los para a rua", acrescentou.

Um destes voluntários é Thibaut Pham, que era uma criança quando em 2002 a extrema-direita de Le Pen chegou à segunda volta das presidenciais. Pham cresceu a ver a Frente Nacional - agora Rassemblement National - a ganhar eleitores a cada nova votação e agora, que estão ao alcance de uma vitória esmagadora, o jovem quis envolver-se na campanha.

"Em primeiro lugar, para nos protegermos do perigo de termos o Rassemblement Nacional e, também, para promover uma política diferente, valores ambientais, valores sociais, e fazer com que a França avance na direção certa", disse o jovem de 25 anos à The Associated Press.

Pham está dentro da faixa etária dos eleitores que mais votaram na extrema-direita nas eleições europeias. Mais de um terço dos eleitores que votaram no Rassemblement Nacional têm idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos. "A culpa é do governo por não ouvir os eleitores, as exigências populares, e nem sequer ouvir os seus próprios deputados", defende Pham.

E como Pham também há uma percentagem de jovens preocupados com um governo de extrema-direita.

A votação antecipada das legislativas de 30 de junho e 7 de julho foi desencadeada pela decisão de Macron de dissolver a Assembleia Nacional.

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