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Legislativas: franceses respiram de alívio, mas o Governo é incerto

Coligação Ensemble de Macron ficou em segundo lugar ans eleições.
Coligação Ensemble de Macron ficou em segundo lugar ans eleições. Direitos de autor Ludovic Marin/AP
Direitos de autor Ludovic Marin/AP
De  Euronews
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Na ressaca da segunda volta das legislativas em França, as atenções viram-se para a formação de um Governo.

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França acordou sem o cenário da extrema-direita no poder, levando muitos franceses a respirar de alívio. Mas, passada a segunda volta nas legislativas, agora surgem outras dúvidas: ninguém sabe exatamente quem vai liderar o próximo Governo.

"Sinceramente, é um alívio", disse o professor Rachid Sabry, de 60 anos. "É um alívio porque volto a ver a França que conheço. Cheguei aqui como estudante há algumas décadas e é certo que me apaixonei por este país. Formei uma família com uma francesa e, de facto, há algumas semanas tive um momento de dúvida, mas agora sinto-me muito melhor".

O Rassemblement Nacional, o partido de extrema-direita de Marine Le Pen, ficou em primeiro na primeira volta. Mas acabou por ser relegado para terceiro lugar na segunda votação. Isto depois de as coligações Nova Frente Popular (NFP) e Ensemble terem retirado muitos dos candidatos em terceiro, numa união contra a extrema-direita.

Governo incerto

Segundo os resultados oficiais publicados na manhã desta segunda-feira, os três maiores blocos principais estavam muito abaixo dos 289 assentos necessários para controlar a Assembleia Nacional, que tem 577 assentos.

"O que vai acontecer? Como vão governar este país?", comentou Nadine Dupuis, que não parece ter medo da incerteza. "Acho que vai ser muito emocionante!"

A Nova Frente Popular, de esquerda, foi a grande vencedora da noite, ao ficar com mais assentos na Assembleia Nacional. Para já esta coligação está a reivindicar a posição de primeiro-ministro e pede uma semana para propor um nome.

Esta coligação de esquerda foi criada apenas em alguns dias após Macron ter convocado eleições antecipadas. Junta partidos diferentes que têm de se entender num eventual Governo: o França Insubmissa, o Partido Socialista, Os Ecologistas, Partido Socialista Francês e o Novo Partido Anti-Capitalista.

Em segundo lugar ficou a Ensemble, do presidente Emmanuel Macron. Esta coligação teria de formar alianças dentro da Assembleia Nacional para eleger um Governo.

No entanto, Macron é impopular entre os eleitores. Muitos aproveitaram estas eleições para mostrar descontentamento com o executivo, nomeadamente em relação à inflação, crime e imigração.

Ao contrário de outros países da Europa, França não tem uma tradição de formação de Governos de coligação, através de alianças de deputados no parlamento. Além disso, muitas das decisões são tomadas pelo presidente.

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