Os guias turísticos que trabalham no Monte Etna consideram a nova regulamentação injustificada e errada, o que os levou a iniciar esta ação de protesto.
Os guias de montanha deram início a uma greve, na Sicília, contra as novas medidas de segurança introduzidas no Monte Etna.
A iniciativa, sem precedentes nas últimas décadas, foi justificada pelo facto de, na opinião dos promotores, as autoridades estarem a restringir injustificadamente as excursões ao lendário vulcão, que desde o Natal tem encantado os turistas com erupções espetaculares e imponentes fluxos de lava.
Mas também os turistas estão descontentes com o facto de terem menos opções para conseguirem ver o espetáculo de perto.
Isto porque o tamanho dos grupos foi limitado, as excursões só são permitidas antes do anoitecer e foi definida uma zona de exclusão, de 200 metros, em torno da lava.
Restrições que foram adotadas após o Monte Etna ter iniciado uma série de erupções na véspera de Natal, depois de, em junho passado, uma erupção massiva ter obrigado os turistas a fugir das proximidades do vulcão.
Um dos líderes locais da associação siciliana de guias turísticos alpinos e vulcanológicos afirma que, com esta manifestação pacífica, estes profissionais pretendem levar as autoridades a iniciar discussões substantivas para criar normas e regras que, na sua perspetiva, sejam realmente eficazes e justificadas. Isto é, que possam garantir a segurança dos turistas, mesmo em períodos de atividade vulcânica.
De acordo com o relatório desta semana do Instituto Italiano de Geofísica e Vulcanologia, o Etna permanecerá ativo por mais algum tempo, mas os fluxos de lava já estão a arrefecer, começaram a solidificar e, portanto, não vão avançar mais, não prosseguindo o seu caminho em direção ao sopé da montanha.
O famoso vulcão siciliano atrai um milhão e meio de pessoas por ano, muitas das quais sobem até ao topo da montanha. É raro acontecer o que ocorreu em junho do ano passado, quando os turistas tiveram de ser retirados do local devido a uma forte erupção que emitiu gases quentes, cinzas e pedras a vários quilómetros de altura. Nada de semelhante aconteceu nas últimas semanas.