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Embaixador dos EUA avisa: rejeição do acordo comercial pelo Parlamento Europeu é "negligência económica"

Andrew Puzder, embaixador dos EUA na UE
Andrew Puzder, embaixador dos EUA na UE Direitos de autor  Euronews
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De Méabh Mc Mahon & Aida Sanchez Alonso
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O embaixador dos EUA na União Europeia, Andrew Puzder, diz que Washington está "ansioso" por ver o acordo aprovado na votação do Parlamento Europeu desta quinta-feira. Um voto negativo seria uma "negligência económica".

Em entrevista ao programa matutino Europe Today, da Euronews, o embaixador dos EUA, Andrew Puzder, advertiu que "seria uma negligência económica" da parte do Parlamento Europeu rejeitar o acordo comercial, numa votação que deverá ter lugar esta semana.

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A votação está prevista para quinta-feira, após vários atrasos na implementação dos termos do acordo político entre os EUA e a UE, assinado no verão passado, que triplicou os direitos aduaneiros sobre a Europa e reduziu para zero os direitos sobre os produtos industriais dos EUA. O acordo foi duramente criticado como sendo demasiado favorável à administração Trump e uma capitulação da UE.

Fontes parlamentares disseram à Euronews que o acordo, apesar de não ser o ideal, deverá ser aprovado, uma vez que a maioria dos grupos políticos deverá votar a favor, o que torna provável a sua aprovação total. O Partido Popular Europeu, o maior grupo do hemiciclo, apoia o acordo.

Puzder descreveu o acordo como um "ótimo negócio para os Estados Unidos e para a União Europeia".

O acordo foi desfeito depois de o Supremo Tribunal dos EUA ter decidido, no início deste ano, que os métodos utilizados pelo presidente Trump eram inconstitucionais.

Os legisladores da UE também resistiram à implementação do acordo depois de Trump ter ameaçado tomar a Gronelândia, um território autónomo pertencente à Dinamarca, pela força em janeiro, antes de recuar num acordo de última hora para a segurança do Ártico negociado pela NATO.

Ainda assim, Puzder disse que os Estados Unidos "não foram o obstáculo" para a aprovação do acordo. Washington impôs um direito aduaneiro adicional de 10% a nível mundial para compensar os direitos anulados pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos no chamado "Dia da Libertação". A UE tem insistido que as novas tarifas não devem ultrapassar o limite máximo de 15% negociado no acordo original.

A votação de quinta-feira é crucial para a aprovação final, com a adoção prevista para abril ou maio.

O embaixador dos EUA afirmou que Washington está a acompanhar e a aguardar "ansiosamente".

Questionado sobre o acordo de comércio livre acordado entre Bruxelas e a Austrália, na terça-feira, em Camberra, que se junta a uma lista de acordos que incluem a América Latina e a Índia, apresentados este ano pelo executivo da UE, Pudzer disse que os EUA não o consideram ameaçador ou prejudicial.

"Se dois dos nossos aliados mais próximos fecharem um acordo comercial, isso ajuda o mundo, não prejudica o mundo", afirmou Puzder.

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