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Reino Unido junta-se a empréstimo de 90 mil milhões da UE à Ucrânia

Reino Unido adere ao empréstimo de apoio da UE à Ucrânia.
Reino Unido junta-se ao empréstimo de apoio da UE à Ucrânia Direitos de autor  Carl Court/2025 Getty Images
Direitos de autor Carl Court/2025 Getty Images
De Jorge Liboreiro
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Londres aceitou aderir ao plano, há muito preparado, da UE para dar à Ucrânia um reforço financeiro tão necessário.

O Reino Unido aderiu ao empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia para a Ucrânia, concebido para cobrir as necessidades financeiras e militares do país em 2026 e 2027.

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A participação de Londres foi preparada ao longo de vários meses e anunciada formalmente na segunda-feira, durante a reunião em Paris da chamada "Coligação dos Dispostos", que junta os governos que apoiam a Ucrânia.

«Juntos, estamos a apoiar a corajosa resistência da Ucrânia», afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nas redes sociais.

O acordo permite à Ucrânia comprar armas e munições a empresas de defesa britânicas, como a BAE Systems, a QinetiQ e a Babcock International, utilizando a ajuda que Bruxelas concede ao abrigo do empréstimo.

Em contrapartida, Londres terá de assumir uma parte dos 3 mil milhões de euros em juros anuais, dependendo do volume de contratos atribuídos às suas empresas.

"O Reino Unido dará um contributo justo e proporcional para os custos decorrentes do financiamento, em linha com o valor dos contratos adjudicados a empresas britânicas", afirmaram as duas partes em comunicado conjunto.

Os líderes da UE acordaram em dezembro criar este empréstimo extraordinário através de dívida conjunta. Hungria, Eslováquia e Chéquia ficaram de fora após negociações difíceis.

Para 2026, Bruxelas prevê transferir de forma faseada 45 mil milhões de euros para a Ucrânia: 16,7 mil milhões em apoio financeiro e 28,3 mil milhões em apoio militar, uma parte já enviada. Os restantes 45 mil milhões serão reservados para 2027 e deverão cobrir dois terços das necessidades de financiamento da Ucrânia, esperando-se que os aliados ocidentais cubram o terço restante.

Os desembolsos ficarão condicionados às reformas aprovadas em Kiev, e qualquer retrocesso na luta contra a corrupção poderá levar à suspensão temporária da ajuda.

Importa notar que a componente militar do empréstimo está ligada a cláusulas "Made in Europe", destinadas a garantir que o máximo de financiamento possível vá para produtores europeus e não estrangeiros.

Mas a cláusula "Made in Europe" já está sob pressão, numa altura em que a Rússia bombardeia a Ucrânia com mísseis balísticos, revelando uma necessidade urgente de sistemas de interceção Patriot fabricados nos Estados Unidos.

Na semana passada, Alemanha, Países Baixos, Polónia, os países bálticos e os países nórdicos assinaram uma carta conjunta em que pedem à Comissão que conceda a Kiev plena flexibilidade no âmbito do empréstimo, incluindo derrogações "pragmáticas" ao requisito "Made in Europe" - Bruxelas já autorizou isenções deste tipo para a compra de equipamento de drones.

"As necessidades urgentes da Ucrânia devem estar em primeiro plano", escreveram.

A Ucrânia só será chamada a reembolsar os 90 mil milhões de euros se a Rússia aceitar pagar indemnizações de guerra, algo que Moscovo rejeita categoricamente.

A Comissão insiste que mantém o direito de utilizar os 210 mil milhões de euros em ativos imobilizados do Banco Central russo para compensar a ausência de indemnizações.

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