Chefe de Estado pediu que problemas sejam resolvidos com "celeridade e ponderação". Numa nota na página da Presidência da República, publicada após reunião semanal com primeiro-ministro, Seguro sublinhou que os alunos não podem ser prejudicados por "dificuldades alheias ao seu esforço e mérito".
Depois de se ter pronunciado pela primeira vez sobre a polémica dos exames nacionais na última sexta-feira, deixando claro que o processo de avaliação "não correu bem", o Presidente da República voltou a colocar pressão sobre o governo nesta frente.
Após a reunião semanal com o primeiro-ministro, e antes de partir para uma visita de Estado de três dias a Cabo Verde, António José Seguro deixou uma nota na página da Presidência da República, em que começa por fazer referência à "compreensível preocupação e ansiedade" de alunos, famílias e professores.
Seguro lembra que cabe ao Estado garantir "rigor, previsibilidade e confiança" num momento tão importante como o acesso ao ensino superior, sem deixar de exigir uma rápida resolução do problema.
"Quando surgem falhas ou atrasos, é essencial que sejam reconhecidos, explicados e resolvidos com a maior celeridade e ponderação", escreve o Chefe de Estado, que pede igualmente "sentido de exigência" e "igualdade" no tratamento dado aos alunos.
No texto de sete parágrafos publicado esta terça-feira, não há qualquer mensagem que indique a assunção de responsabilidades, o que sinaliza que, para já, o Presidente da República não vai pedir demissões.
Ainda assim, António José Seguro quer que sejam retiradas as "devidas lições" para "evitar a repetição de constrangimentos" na segunda fase dos exames, que arrancou hoje e se prolonga até sexta-feira.
Reforçando a "confiança na qualidade das escolas portuguesas e no empenho dos professores e demais profissionais da educação", o Presidente da República alertou ainda que "nenhum aluno pode ser prejudicado por dificuldades de natureza técnica ou administrativa alheias ao seu esforço e mérito".