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Exames: Seguro pede que se aprendam "lições" para evitar "constrangimentos" na 2.ª fase

ARQUIVO: António José Seguro à entrada para uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron no Eliseu, 1 de julho 2026
ARQUIVO: António José Seguro à entrada para uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron no Eliseu, 1 de julho 2026 Direitos de autor  AP Photo/Michel Euler
Direitos de autor AP Photo/Michel Euler
De João Azevedo
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Chefe de Estado pediu que problemas sejam resolvidos com "celeridade e ponderação". Numa nota na página da Presidência da República, publicada após reunião semanal com primeiro-ministro, Seguro sublinhou que os alunos não podem ser prejudicados por "dificuldades alheias ao seu esforço e mérito".

Depois de se ter pronunciado pela primeira vez sobre a polémica dos exames nacionais na última sexta-feira, deixando claro que o processo de avaliação "não correu bem", o Presidente da República voltou a colocar pressão sobre o governo nesta frente.

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Após a reunião semanal com o primeiro-ministro, e antes de partir para uma visita de Estado de três dias a Cabo Verde, António José Seguro deixou uma nota na página da Presidência da República, em que começa por fazer referência à "compreensível preocupação e ansiedade" de alunos, famílias e professores.

Seguro lembra que cabe ao Estado garantir "rigor, previsibilidade e confiança" num momento tão importante como o acesso ao ensino superior, sem deixar de exigir uma rápida resolução do problema.

"Quando surgem falhas ou atrasos, é essencial que sejam reconhecidos, explicados e resolvidos com a maior celeridade e ponderação", escreve o Chefe de Estado, que pede igualmente "sentido de exigência" e "igualdade" no tratamento dado aos alunos.

No texto de sete parágrafos publicado esta terça-feira, não há qualquer mensagem que indique a assunção de responsabilidades, o que sinaliza que, para já, o Presidente da República não vai pedir demissões.

Ainda assim, António José Seguro quer que sejam retiradas as "devidas lições" para "evitar a repetição de constrangimentos" na segunda fase dos exames, que arrancou hoje e se prolonga até sexta-feira.

Reforçando a "confiança na qualidade das escolas portuguesas e no empenho dos professores e demais profissionais da educação", o Presidente da República alertou ainda que "nenhum aluno pode ser prejudicado por dificuldades de natureza técnica ou administrativa alheias ao seu esforço e mérito".

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