Em declarações exclusivas ao Europe Today, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmer Stenegard, afirmou que a Europa deve aumentar a pressão sobre o Kremlin porque a Rússia "não está verdadeiramente interessada na paz".
Durante uma entrevista em direto no principal programa matinal diário da Euronews, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmö-Stenegard, afirmou que a Rússia "não está verdadeiramente interessada na paz".
Malmö-Stenegard rejeitou os rumores de possíveis mediadores entre Moscovo e Kiev, incluindo o antigo chanceler alemão Gerhard Schröder, e disse que a tónica deve continuar a ser colocada no aumento da pressão sobre o Kremlin, em vez de prosseguir com as negociações.
"Mais cedo ou mais tarde, teremos de falar com Moscovo", disse Malmö-Stenegard. "Mas uma vez que Putin não está interessado em conversações de paz sérias, penso que devemos concentrar-nos em mudar o cálculo para que ele se interesse por isso".
Para isso, é necessário concentrarmo-nos na próxima vaga de sanções e no apoio contínuo à Ucrânia, defendeu.
O presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia poderia estar a chegar ao fim e condenou o apoio da NATO e do Ocidente a Kiev.
Mas Maria Malmö-Stenegard insistiu que a Rússia não está interessada na paz.
"Estão a tentar diferentes manobras, mas temos de manter a nossa atenção onde ela deve estar, ou seja, no aumento da pressão sobre a Rússia e no aumento do apoio à Ucrânia".
Durante as conversações desta segunda-feira em Bruxelas, os ministros da UE vão centrar-se na invasão russa da Ucrânia e no conflito no Médio Oriente. Esperam alargar a lista negra da UE de indivíduos russos responsáveis pela deportação e adoção forçada de crianças ucranianas, ao mesmo tempo que avançam com sanções contra os colonos israelitas. Malmö-Stenegard considera que, mais cedo ou mais tarde, a UE terá de falar com Moscovo, mas que, neste momento, a tónica deve ser colocada na alteração dos cálculos.
A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca salientou também a mudança de ambiente na sala em Bruxelas, após a chegada do novo governo húngaro do primeiro-ministro Péter Magyar.
"Hoje em dia, há muito mais sorrisos na sala", afirmou, acrescentando que a Europa tem agora "melhores possibilidades" de atuar de forma mais rápida e decisiva em questões geopolíticas fundamentais, nomeadamente no apoio à Ucrânia.
No que se refere ao Médio Oriente, Malmö-Stenegard afirmou que a Suécia apoia o aumento da pressão sobre Israel devido à situação humanitária em Gaza e à violência crescente na Cisjordânia ocupada. A UE deve avançar com sanções não só contra os colonos violentos, mas também contra os "ministros extremistas do governo israelita".