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Sánchez pondera eleições antecipadas enquanto protestos exigem greve geral

Ativistas protestam na Puerta del Sol, em Madrid, Espanha, na sexta-feira, 2 de outubro de 2026.
Ativistas protestam na Puerta del Sol, em Madrid, Espanha, na sexta-feira, 2 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  Foto AP/Manu Fernández
Direitos de autor Foto AP/Manu Fernández
De Christina Thykjaer
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Presidente do Governo decide este fim de semana se antecipa eleições após rejeição de dois decretos da habitação. Movimentos pela habitação preparam novos protestos e apontam greve geral como próximo passo.

O presidente do Governo Pedro Sánchezvai aproveitar este fim de semana para decidir se antecipa as eleições legislativas, depois de o Congresso dos Deputados ter chumbado, esta sexta-feira, os dois decretos sobre habitação promovidos pelo Executivo socialista.

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A derrota parlamentar deixa o Governo perante um novo cenário e coloca Sánchez perante uma decisão sobre o futuro da legislatura. Segundo fontes do Executivo citadas por vários meios nacionais, o presidente vai analisar nos próximos dias se convoca eleições antes de terminar o ano.

Horas antes das votações, o Governo evitava alimentar essa possibilidade e garantia que uma eventual antecipação eleitoral não estava em cima da mesa porque “hoje não é o momento”. Depois de conhecido o resultado, o Executivo indicou que vai analisar a situação, sem excluir nenhuma opção.

Foram chumbados os dois decretos depois de mais de quatro horas de debate. O primeiro caiu por 178 votos contra 172, com o voto contra do Partido Popular, Vox, Junts e União do Povo Navarro. O segundo recebeu 184 votos contra e 166 a favor, ao juntarem-se Partido Nacionalista Basco e Coalición Canaria ao bloco do “não”.

Da reflexão de Sánchez à resposta nas ruas

Enquanto o futuro político de Sánchez fica em aberto, fora do Congresso a reação foi imediata. Manifestantes que estavam acampados há vários dias na Puerta del Sol marcharam esta sexta-feira até ao Congresso para acompanhar uma votação que consideravam decisiva para as suas reivindicações.

Depois de conhecido o chumbo do primeiro decreto, parte dos manifestantes regressou à Puerta del Sol entre gritos de “greve geral”. Para a tarde estava prevista uma assembleia para decidir os próximos passos da mobilização.

A Confederação de Sindicatos de Inquilinas convocou ainda manifestações este sábado em mais de 50 cidades espanholas e já aponta para uma escalada dos protestos: “O passo seguinte é a greve geral”, afirmou a organização.

A porta-voz do Sindicato de Inquilinas, Alicia del Río, já tinha apelado esta sexta-feira a uma greve geral pela habitação e advertido que a mobilização não terminaria com a votação no Congresso.

Fim de semana com duas incógnitas

O chumbo dos decretos abre assim um fim de semana marcado por duas questões. A primeira será resolvida no plano político: se Sánchez decide continuar a legislatura ou antecipar as eleições legislativas.

A segunda está nas ruas. Os protestos vão continuar este sábado em dezenas de cidades e os coletivos pela habitação terão de decidir até onde querem levar a mobilização e de que forma concretizam o apelo a uma greve geral.

Duas respostas diferentes à mesma votação, que deixou em suspenso tanto o próximo passo do Governo como o de uma contestação pela habitação, que, para já, não dá sinais de terminar.

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