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Argentina: Cristina Kirchner aproveita tribunal para passar ao ataque, Macri ignora

Argentina: Cristina Kirchner aproveita tribunal para passar ao ataque, Macri ignora
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De  Francisco Marques com LA NACION, EL DIA, EFE
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Investigada em várias frentes na Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner passou ao ataque contra o sucessor na presidência, Mauricio Macri.

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Investigada em várias frentes na Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner passou ao ataque contra o sucessor na presidência, Mauricio Macri. A ex-presidente aproveitou a mediática apresentação em tribunal, na quarta-feira, para responder sobre uma alegada manipulação cambial do peso argentino e convocou um comício.

Perante milhares de apoiantes após enfrentar o juiz, a quem recusou responder a perguntas para lá de uma declaração por escrito que lhe entregou (“twit” em baixo), a ex-presidente da Argentina denunciou estar a ser vitima de uma campanha envolvendo o poder judicial e passou ao ataque à atual liderança do país. Kirchner evocou os “Documentos do Panamá” e sublinhou a implicação de Mauricio Macri na investigação de “offshores”, relacionado com pelo menos 4 empresas suspeitas.

Escrito presentado ante el juez Bonadio por la causa “Dólar Futuro” https://t.co/wG8QPP0dBdpic.twitter.com/DhiWmUJuvr

— Cristina Kirchner (@CFKArgentina) 13 de abril de 2016

“Durante o meu governo, eles dedicaram-se a seguir a ‘rota do dinheiro K’ (Kirchner). Nesse caminho, acabaram por encontrar a ‘rota do dinheiro M (Macri)”, atirou a ex-presidente, acrescentando com ironia: “É certo que nos queriam levar ao encontro do resto do mundo, e levaram-nos, mas através de todas as capas de jornais internacionais.”

“Os argentinos devem unir-se. São graves os problemas provocados em apenas 120 dias. Nunca tinha visto tantas calamidades em apenas 120 dias”, reforçou Kirchner, reportando-se ao tempo que Mauricio Macri já leva na presidência da Argentina.

Governo receava ataque de Kirchner

De acordo com o jornal argentino La Nacion, o atual presidente receava a chamada de Cristina Kirchner a tribunal, a reboque de uma das suas acusações mais leves. Membros do governo sob anonimato acusaram mesmo o juiz federal Claudio Bonadio de ter favorecido o ressurgimento público da ex-presidente e, com isso, permitir a Kirchner reforçar a estratégia de vitimização.

Depois de ter ordenado o respetivo executivo de comentar as acusações dsobre a ex-presidente, no final do dia de quarta-feira Macri não viu necessidade de responder aos ataques da antecessora. O atual presidente procurou apenas ofuscar as palavras de Cristina, mantendo a agenda normal.

Pelo lado pessoal, ao mesmo tempo que a antecessora discursava perante os apoiantes, Macri felicitou o governador Juan Manuel Urtubey pelo noivado com a atriz Isabel Macedo. A Casa Rosada, sede da presidência, divulgou a informação de que o presidente havia firmado um “fidocomiso”, contrato que entrega a gestão dos seus bens a terceiros, com os quais não poderá manter contacto enquanto exercer funções no governo.

El Gobierno presentará este año un proyecto de actualizacion de Ganancias https://t.co/Xdo8rNxiBBpic.twitter.com/yNul7g7IaK

— LA NACION (@LANACION) 14 de abril de 2016

O gabinete presidencial revelou ainda a confirmação pela Câmara de Apelo de Nova Iorque da decisão judicial de a Argentina poder voltar a contrair novos créditos para fazer face às dívidas públicas. À noite, Macri reuniu-se ainda com delegações das principais centrais sindicais para acertar medidas com vista à paz social.

O último aparecimento de Cristina Kirchner foi em 9 de dezembro, minutos antes de deixar o poder. https://t.co/McPLvfnPVU

— EL PAIS Brasil (@elpais_brasil) 14 de abril de 2016

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