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Síria: Cinco anos de fracassos diplomáticos

Síria: Cinco anos de fracassos diplomáticos
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O acordo entre John Kerry e Serguei Lavrov pode significar o início de ações coordenadas entre os Estados Unidos e a Rússia contra o Daesh, na Síria, o que seria inédito.

Se para muitos este acordo é um sinal de esperança de resolução do conflito, o ceticismo é também muito grande. Em cinco anos de guerra civil, todas as tentativas de cessar-fogo falharam.

2012

O futuro de Bashar el-Assad tem sido, até agora, o principal pomo da discórdia entre russos e norte-americanos. Kofi Annan, antigo secretário-geral da ONU, é o primeiro enviado das Nações Unidas à Síria. Tenta instalar uma primeira trégua, em abril de 2012, que dura apenas algumas horas.

2013

O ponto de viragem no conflito acontece a 21 de agosto de 2013. Um ataque com armas químicas nos arredores de Damasco faz 1400 mortos, incluindo um grande número de crianças. O governo é visto como responsável. Assad e a Rússia culpam os rebeldes. Um ataque norte-americano contra Assad esteve iminente, mas um acordo de última hora entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o armamento químico impediu as ações militares.

2014

As primeiras conversações entre representantes do governo e da oposição acontecem em Montreux, na Suíça, em janeiro de 2014. Duram apenas alguns dias e chegam ao fim sem qualquer resultado.

O fracasso levaria à demissão do mediador da ONU, Lakhdar Brahimi: “Tenho muita pena e peço desculpa ao povo sírio, que tinha esperanças muito altas de que houvesse um resultado”, dizia então o diplomata argelino.

Brahimi, que tinha sucedido a Kofi Annan, deixa o posto em maio de 2014. Sucede-lhe o sueco Staffan de Mistura.

2015

Em dezembro de 2015, pela primeira vez, o Conselho de Segurança adota um roteiro para uma solução política. O texto prevê um governo de transição no prazo de seis meses e eleições no prazo de 18 meses.

2016

A 27 de fevereiro deste ano entra em vigor um cessar-fogo que exclui o Daesh e a frente Al Nosra, depois rebatizada Fateh al Cham. As violações repetidas do acordo fazem com que não dure muito tempo.

Em abril, as partes voltam à mesa de negociações, em Genebra, com De Mistura a apadrinhá-las. A oposição acusa o regime de continuar a bombardear civis e decide abandonar os trabalhos. A ronda acaba a 27 de abril, mais uma vez sem qualquer progresso.