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Batalha de Pearl Harbor: O ataque que mudou a história há 75 anos

Batalha de Pearl Harbor: O ataque que mudou a história há 75 anos
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De Francisco Marques
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A sete de dezembro 1941, os Estados Unidos sofreram um raíde nipónico na base naval no Havai e no dia seguinte declaram guerra ao Japão, aliado da Alemanha de Hitler, entrando assim na II Guerra Mundi

Um ataque de surpresa das forças armadas japonesas, a 7 de dezembro de 1941, atingiu em cheio a história da geopolítica mundial. O alvo, na altura, foi a base naval norte-americana de Pearl Harbor, no Havai, e precipitou a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial.

O ataque nipónico foi realizado com recurso minissubmarinos armados com torpedos e por caças de combate. Todos com o espírito “kamikaze”, termo que descrevia os militares nipónicos dispostos a sacrificar a própria vida pelo Império.

Learn about the attack on #PearlHarbor https://t.co/pd2YzPWucu #history pic.twitter.com/APsgYoG7ex

— PearlHarborMemorials (@PearlHarbour41) 14 de março de 2016

A ofensiva durou cerca de duas horas, resultou na morte de 2403 norte-americanos e mais de 1100 feridos. Provocou também a destruição de 12 navios e mais de 160 aviões dos Estados Unidos. Do lado nipónico, apenas 64 mortos, cinco navios e cerca de 30 aviões destruídos.

No dia seguinte, o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt proferiu um dos discursos marcantes da história da humanidade.

“Sete de dezembro de 1941, uma data que viverá na infâmia. Os Estados Unidos foram repentina e deliberadamente atacados por forças navais e aéreas do Império do Japão. (…) Como Comandante-chefe do Exército e da Marinha, ordenei que todas as medidas fossem tomadas para garantir a nossa segurança”, afirmou na altura o residente oficial da Casa Branca.

Os Estados Unidos declararam guerra ao Japão a oito de dezembro de 1941. Três dias depois, a Alemanha, de Adolf Hitler, aliada do Japão, declarou guerra aos Estados Unidos. Estava lançada a II Guerra Mundial à escala global.

Oito meses depois, a 7 de agosto de 1942, deu-se a Batalha de Guadalcanal, nas ilhas Salomão, a nordeste da Austrália. Os norte-americanos pretendiam impedir os nipónicos de usar aquele arquipélago, um ponto estratégico para o abastecimento das tropas em combate.

Mesmo depois a rendição nazi a oito de maio de 1945, a chamada guerra do Pacífico continuou. Com a recusa de rendição do Japão, a seis de agosto os Estados Unidos lançaram a bomba atómica “Little Boy” sobre Hiroxima. Três dias dias depois, lançaram outra bomba atómica, a “Fat Man”, sobre Nagasáqui.

The First Atomic Bombs: Hiroshima, Nagasaki https://t.co/KAoZIZubb7 pic.twitter.com/gorOmrKPSc

— Learning-History (@LHistory16) 19 de outubro de 2016

Mais de 130 mil pessoas morreram. Foi o trágico fim da oposição do império do Japão aos Estados Unidos.

Este ano, a sete de dezembro, uma grande cerimónia foi realizada no Havai para assinalar os 75 anos sobre o ataque de Pearl Harbor e lembrar aqueles que ali perderam a vida e os antigos combatentes da guerra.

Today marks the 75th Anniversary of the attack on Pearl Harbor.
Thank you to all those who've fought and served. https://t.co/KzmJgDsYZB

— PearlHarborMemorials (@PearlHarbour41) 8 de dezembro de 2016

Filho de um antigo almirante que serviu os Estados Unidos durante a II Guerra Mundial, o senador John McCain lembrou as “muitas famílias americanas” que “sofreram perdas naquele dia”. “Também a América mudou para sempre, pelos eventos daquele infame dia, o dia que convocou a grandeza, a coragem e a compaixão do povo americano para uma guerra mundial”, recordou o senador do Arizona.

Um memorial foi inaugurado em 1962 exatamente no local onde foi afundado e permanecem os restos do couraçado USS Arizona (imagem na publicação de Facebook em baixo). Perto de dois milhões de pessoas visitam todos os anos este memorial e esta terça-feira, 26 de dezembro, é esperada a presença do Presidente cessante dos Estados Unidos, Barack Obama, e do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe.

O encontro acontece sete meses depois de Obama ter visitado Hiroshima e deverá ser aproveitada para os dois chefes de Governo reforçarem a aliança entre os dois países, 75 anos depois do ataque nipõnico que “empurrou” os Estados Unidos para a II Guerra Mundial.

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