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Vítimas da Rota dos Balcãs

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Ao longo da rota dos Balcãs, nas montanhas da fronteira Macedónia não é difícil encontrar refugiados que tentam chegar ao norte ou que tentam regressar aos campos de refugiados na Grécia ou no Peru – depois das tentativas falhadas para entrar na UE.

Dois menores do Afeganistão foram maltratados por passadores. Esgotados e sem dinheiro voltam para a Grécia: “Andámos durante três dias até um determinado local e esperamos lá por um carro. Mas o carro não apareceu. Pagámos 2500 euros”.

Alguns refugiados conseguem chegar aos destinos que pretendem com a ajuda dos passadores, mas a maior parte deles, normalmente, é enganada. “Houve mais alegações de maus tratos e agressões. Uma criança disse que foi assediado pelos passadores que lhe exigiram mais dinheiro, mas ele não tinha mais nada para dar, daí a agressão”, disse Bojan Petrovski da Cruz Vermelha.

Rabhilamin Lamin, migrante da Argélia quer chegar a Itália, mas precisa de 3000 euros para pagar aos passadores: “Temos de pagar 2.500 euros por um transporte da Grécia para a Macedónia, o que é muito dinheiro. E podemos nem conseguir, porque podemos ser enganados. No entanto, algumas pessoas pagam até 3 mil euros em dinheiro.”

No mês passado, a polícia macedónia realizou uma operação e prendeu 8 membros de um grupo organizado de tráfico de migrantes. Os detidos são apenas uma pequena parte de uma grande rede. A polícia macedónia não tem capacidade para lidar com estas redes criminosas e está a trabalhar para chegar a um acordo com a FRONTEX. “Com este acordo todos os aspetos do crime organizado vão estar sob um controlo mais apertado, comparativamente à capacidade anterior da Macedónia”, conclui o Ministro do Interior da Macedónia Oliver Spasovski.

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