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Segunda-feira sangrenta nas estradas italianas

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Segunda-feira sangrenta nas estradas italianas

Acidente de bolonha provocou uma explosão visível a vários quilómetros
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Gabiente de Imprensa dos Bombeiros Italianos via reuters
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Pelo menos dois 14 pessoas morreram e mais de cinquenta ficaram feridas, na sequência de dois graves acidentes ocorridos esta segunda-feira à tarde em Itália.

Nas proximidades de Bolonha, no centro norte do país, um veículo pesado transportando materiais inflamáveis colidiu nas traseiras de outro veículo pesado parado no trânsito, envolvendo ainda outras viaturas.

A colisão foi seguida de uma enorme explosão, que provocou uma coluna de fumo visível a vários quilómetros,

O acidente deu-se pouco antes das duas tarde (menos uma hora em Lisboa), no nó de ligação entre a A1 e a A14. A explosão provocou o desmoronamento de uma ponte nas proximidades e alguns dos edifícios nas proximidades ficaram com as janelas estilhaçadas.

Este acidente provocou pelo menos dois mortos e 55 feridos, dos quais 14 em estado grave. A autoestrada foi fechada em ambos os sentidos para permitir os trabalhos de rescaldo e busca de eventuais outras vítimas.

Nova tragédia com trabalhadores extracomunitários

Mais a sul, junto a Lesina, em Puglia, pelo menos 12 pessoas morreram e três ficaram feridas, incluindo o condutor de um pesado de transporte de farináceos, contra quem chocou de frente uma carrinha de transporte de trabalhadores.

As vítimas mortais são todas trabalhadores extracomunitários, de origem africana. Regressavam de uma jornada de trabalho agrícola, numa carrinha de matrícula búlgara.

Esta tragédia em Lesina sucede a uma outra similar, no sábado, entre Ascoli Satriano e Castelluccio dei Sauri, a sul de Foggia, na qual perderam a vida outros quatro trabalhadores agrícolas também extra-comunitários.

Estas duas tragédias envolvendo o transporte de trabalhadores agrícolas extracomunitários vem agravar o debate em Itália sobre as condições de trabalho no setor agrícola, onde, noticia a Ansa esta segunda-feira, com base no relatório do Observatório Rizzotto, cada trabalhador clandestino na apanha de frutos ou legumes recebe por exemplo três euros por cada caixa cheia com 370 quilos.