Última hora

Última hora

Howard Schulz e o lado "humilde" da Starbucks em Milão

Em leitura:

Howard Schulz e o lado "humilde" da Starbucks em Milão

Howard Schulz e o lado "humilde" da Starbucks em Milão
Tamanho do texto Aa Aa

A chegada da Starbucks a Milão marca o início de uma nova era num país conhecido pela seriedade com que se toma o café. Em cerca de 30 anos, a Starbucks abriu estabelecimentos em 77 países e conta com 28 mil lojas. Em Portugal, são cerca de 15, e no Brasil, mais de 100.

Mas a abertura de grandes marcas norte-americanas de alimentação e comida rápida nem sempre foi muito bem vista pelos italianos.

Que o digam a Pizza Hut e a McDonalds, que enfrentaram forte resistência nos anos 80. Em 2015, a McDonalds tentou ser engraçada e disse, num anúncio, que os hambúrgueres estavam na moda e que já as crianças não queriam saber de pizza

Uma campanha que correu mal à cadeia.

Uma associação de pizzaioli disse que o anúncio era "vergonhoso" e ameaçou a empresa com ações legais. Foi também feita uma campanha a favor da pizza que se tornou muito popular.

Talvez seja por isso que Howard Schulz, CEO da Starbucks, tenha querido mostrar o lado mais humilde de uma empresa que não goza de grande fama por causa das suas práticas fiscais, especialmente em países como o Reino Unido e França.

“Não viemos aqui ensinar aos italianos como fazer café, mas com humildade e com respeito para mostrar o que aprendemos."

Foram as palavras de Howard Schulz durante um encontro dedicado à gastronomia na cidade da moda e capital dos media italianos.

Um café expresso deverá custar a partir de 1,80 euros, quase o dobro do que os italianos pagam, em média, por um café.