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Final da Libertadores é adiada após ataque ao Boca Juniors

Adepto do River Plate diante de um cordão da polícia argentina
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REUTERS/Alberto Raggio
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A violência no futebol argentino voltou este fim de semana a custar mais uma humilhação ao país que viu nascer Yazalde, Maradona e Lionel Messi.

A segunda mão da final da Taça Libertadores foi adiada para data a definir na terça-feira após o violento ataque no sábado ao autocarro do Boca Juniors, à chegada ao estádio Monumental, casa do rival River Plate.

Pela primeira vez, a final da Libertadores joga-se entre duas equipas da Argentina, um país onde desde há cinco anos existe uma lei que impede os adeptos de apoiarem as respetivas equipas nos estádios dos adversários, por causa da violência.

Os finalistas são os grandes rivais de Buenos Aires, o Boca Juniors e o River Plate. Na primeira mão, no mítico Bombonera, o jogo terminou empatado a dois golos já depois de também não se ter jogado no dia previsto, mas devido ao mau tempo.

Agora, esperava-se uma festa no desfecho desta final inédita da Libertadores, congénere sul-americana da europeia Liga dos Campeões, mas a entrega do título fica suspenso, à espera da realização da segunda mão.

O diário Olé escreve que esta edição da final da Libertadores já se tornou na que mais tempo vai demorar a ser decidida, sublinhando a dificuldade para se encontrar uma nova data.

Esta semana que agora começa será impossível, escreve o jornal, explicando que a capital argentina estará bloqueada pela realização de uma cimeira do G-20, a prioridade natural na ótica da ministra da Segurança, Patricia Bullrich. A reunião das 20 maiores economias do mundo vai decorrer até 01 de dezembro.

Para 18 de dezembro está marcada a estreia do campeão da Libertadores no Mundial de Clubes. O título terá de ser, por isso, decidido até lá.

Em cima da mesa da Conmebol e da autarquia de Buenos Aires estarão o dia 08 de dezembro, Dia da Imaculada Conceição, a quem alguns argentinos já estarão a pedir um milagre, e a eventual mudança do local do jogo para "fintar" a cimeira do G20.