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Cop24: Polónia respira pó de carvão

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Cop24: Polónia respira pó de carvão

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Um dia bem frio em Katowice - onde poluição atmosférica é sufocante. Poucos dias antes da abertura da Cop 24, ativistas ambientais distribuíram máscaras aos transeuntes no centro da cidade. O objetivo é sensibilizar para um flagelo que os polacos se resignaram há anos.

Segundo a Agência Europeia do Ambiente, a poluição atmosférica mata, aproximadamente, 50 mil pessoas por ano na Polónia. É o resultado da utilização de carvão no aquecimento e na cozinha em cerca de 40% dos lares polacos.

Este homem deixou-nos entrar em sua casa na condição que não fosse identificado. É neste fogão que durante o inverno queima carvão para aquecer os dois compartimentos do seu apartamento.

O país também possui 5 das 30 centrais de carvão referenciadas como sendo as mais poluentes da Europa. A central de Turow, a oeste da Silésia, alimentada por uma enorme mina de lenhite, está entre as mais tóxicas.

As emissões de partículas finas e pó de carvão provocam muitos problemas de saúde aqui, diz-nos um homem. Trabalha para um subcontratado da central e não quer ser reconhecido.

A Cop 24 é uma rara oportunidade para que a população polaca possa manifestar as suas preocupações relativamente ao ambiente e às alterações climáticas.

Esta reunião, numa mina desabitada, numa cidade próxima de Katowice, foi um início tímido desta manifestação, na abertura desta cimeira.

"Os cidadãos polacos pelo clima vão precisar do apoio de defensores do meio ambiente de todo o mundo na COP 24. Não há dúvida de que a política energética da Polónia e seu poderoso lobby do carvão vão ser os primeiros alvos europeus", conclui a enviada da euronews Valérie Gauriat.