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Governo francês prepara suspensão dos aumentos

Governo francês prepara suspensão dos aumentos
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REUTERS/Stephane Mahe
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Uma fonte governamental francesa anunciou que o governo está prestes a anunciar a suspensão do aumento dos impostos sobre os combustíveis.

"São arruaceiros que participaram nos protestos devido a oportunismo financeiro e com intenções imorais"

Christophe Castaner Ministro do Interior, França

Depois dos confrontos no fim-de-semana, o executivo francês iniciou na segunda-feira uma série de encontros com líderes da oposição a fim encontrar uma solução para a crise.

A revolta do chamados "coletes amarelos" revelou fraturas profundas ao nível das políticas económicas do presidente Macron que são vistas como favorecendo os mais ricos.

Os protestos das últimas semanas são os mais violentos desde o maio de 68.

O ministro francês do interior, Christophe Castaner, acredita que apenas uma minoria dos manifestantes é responsável pela violência.

"São arruaceiros que participaram nos protestos devido a oportunismo financeiro e com intenções imorais, que vieram aproveitar o caos e roubar as lojas. São categorias diferentes", disse Christophe Castaner.

Mas a fúria dos milhares que participaram nas três semanas de protestos apanhou os líderes políticos de surpresa. Macron ordenou um encontro entre o primeiro-ministro e os manifestantes a fim de encontrar formas de dissipar as tensões.

O líder do partido União dos Democratas e Independentes apontou o cartão amarelo ao governo.

"O governo, e o presidente, que muitos vêm como estando afastado das realidades da população francesa, devem escutar e se este encontro for para fazer sentido, eles têm que escutar. Isto vai explodir se o governo não recuar e não colocar uma moratória sobre a taxa aos carburantes", afirma Jean-Christophe Lagarde.

Na segunda-feira, os condutores de ambulâncias juntaram-se aos protestos.

A confirmar-se a suspensão dos aumentos dos impostos sobre os combustíveis, trata-se do primeiro recuo do governo desde a subida de Macron ao poder em 2017.