Parlamento grego aprova primeiro orçamento pós-resgate

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Parlamento grego aprovou Orçamento para 2019, o primeiro da era pós-resgate. Mas os sindicatos dizem que a austeridade ainda não chegou ao fim

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O Parlamento grego aprovou o Orçamento para 2019, o primeiro desde que o país deixou de estar sob a tutela estrita dos credores ao abrigo do programa de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras afirma que "no fim de 2018, o país vai completar dois anos de crescimento positivo, 1,5 por cento no ano passado e mais de 2 por cento este ano. E espera-se que seja ainda maior no próximo ano".

O voto ocorreu num clima de forte tensão entre a formação de Tsipras e o principal partido da oposição de direita, Nova Democracia, que acusa o governo de piorar a vida dos gregos.

Kyriakos Mitsotakis, líder do Nova Democracia, diz que "o que fica é uma vigilância reforçada cada três meses, que não existe nos programas de nenhum outro país, e, infelizmente, compromissos insuportáveis para os excedentes primários. Trata-se de um quarto programa de resgate não oficial".

No exterior do Parlamento, sindicatos gregos manifestavam-se com a mensagem de que, para eles, a austeridade ainda não acabou.

A correspondente da euronews, Nikoleta Drougka, afirma que "apesar de existirem algumas medidas positivas no Orçamento para 2019, que não inclui mais reduções nas pensões, os sindicatos não estão contentes, afirmando que os impostos ainda representam um enorme peso para os trabalhadores. Pedem melhores salários e mais investimento na saúde e na educação".

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