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Idai: 2,8 milhões de afetados segundo a ONU

Idai: 2,8 milhões de afetados segundo a ONU
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REUTERS/Siphiwe Sibeko
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A devastação provocada pela passagem do ciclone Idai afetará 2,8 milhões de pessoas em Moçambique, no Zimbabué e no Malaui, segundo os cálculos do Programa Alimentar Mundial da ONU.

O ministro moçambicano do Ambiente, Celso Correia, afirmou esta quinta-feira que pelo menos 15.000 pessoas precisam de ser resgatadas rapidamente das áreas inundadas do país.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, garantiu a "mobilização total" do bloco comunitário para ajudar Moçambique a lidar com o que classificou de uma "tragédia terrível".

Hervé Verhoosel, porta-voz senior do Programa Alimentar das Nações Unidas, frisou que "Moçambique decretou o estado de emergência [...] pela primeira vez desde a independência".

Verhoosel explicou ainda que "o problema que existe é o acesso [...] porque é possível enviar alimentos, mas há um problema com a distribuição à população, porque a maioria das pessoas está basicamente em telhados ou locais inacessíveis por estrada".

Na cidade da Beira, uma das mais afetadas, centenas de pessoas juntaram-se esta quarta-feira numa manifestação espontânea contra a falta de alimentos e assistência. Um protesto que ocorreu depois de se verem impedidas de aceder a um armazém com alimentos, danificado pela intempérie.

"As crianças estão com fome. Na escola [onde estamos abrigados] não temos comida, não temos nada", dizia uma mulher.

Outro manifestante afirmava: "Nós queremos apoio de energia, comida e casas também."

Os últimos números oficiais apontam para 242 mortos em Moçambique, 139 no Zimbabué e 56 no Malaui. Mas o real alcance da tragédia deverá ser bastante superior. Há vários dias, o próprio presidente moçambicano já tinha admitido que, só no seu país, poderia haver mais de mil mortos.