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Moçambique: Confirmados cinco casos de cólera na Beira

Moçambique: Confirmados cinco casos de cólera na Beira
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Reuters
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As autoridades moçambicanas anunciaram hoje que estão confirmados cinco casos de cólera na cidade da Beira, uma das doenças cuja proliferação é mais receada após o ciclone Idai.

Os cinco casos confirmados foram detetados no centro de saúde do Bairro da Munhava, na cidade da Beira, referiu Ussene Isse, Diretor Nacional de Assistência Médica.

Aquele responsável diz que os casos podem não ter uma relação direta com a destruição provocada pelo ciclone.

No entanto, conter a proliferação de cólera é uma das prioridades das autoridades devido à falta de condições sanitárias agravada pela tempestade.

Ussene Ice disse que as autoridades moçambicanas estão a trabalhar para evitar o alastramento da doença.

“A cólera é uma doença epidémica e que se pode alastrar com muita rapidez na província e termos situações críticas”, disse Ussene Ice.

O embrião da cólera provém de um poço no bairro da Munhava e as autoridades moçambicanas estão a trabalhar para que as pessoas não bebam daquela água.

“Há medidas preventivas de bloqueio para que as pessoas não possam usar esta água”, disse Ussene Ice, acrescentando que as autoridades estão a realizar campanhas de sensibilização e a distribuir produtos purificadores de água.

“Todas as pessoas com diarreias graves, uma das nossas principais preocupações, estão ser assistidas num centro de tratamento das doenças diarreicas e nos postos satélite que foram criados ao nível da periferia”, afirmou.

Reuters

No sábado, as autoridades moçambicanas vão receber mais de um milhão de doses de vacinas contra a cólera e na próxima semana vai começar uma campanha de vacinação.

“Isto só não resolve o problema, é necessário que as pessoas acatem as medidas de prevenção”, concluiu Ussene Ice, acrescentando que os centros de acomodação são também uma prioridade nas ações de prevenção contra a cólera.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afetado, com 468 mortos e 1.522 feridos já contabilizados pelas autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 127 mil pessoas a viverem em 154 centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira, a mais atingida.

As autoridades moçambicanas adiantaram que o ciclone afetou cerca de 800 mil pessoas no país, mas as Nações Unidas estimam que 1,8 milhões precisam de assistência humanitária urgente.

Várias organizações internacionais já alertaram para o perigo da propagação de doenças, sobretudo cólera e malária.