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Um Mussolini no Parlamento Europeu?

Um Mussolini no Parlamento Europeu?
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Em Taranto, o nome Mussolini abre feridas antigas. O local foi escolhido pelo bisneto do ditador para anunciar a candidatura às eleições europeias pelo partido FDI - Irmãos de Itália.

À chegada, um comité de "más-vindas": um grupo anti-fascista local organizou-se para protestar contra a presença de Mussolini. "Não posso permitir que, em 2019, se faça esta propaganda. Não vale a pena chamarem-lhes outra coisa: São fascistas," afirmou um manifestante.

Caio Mussolini ignorou a manifestação e preferiu responder através das redes sociais. "Infelizmente, a esquerda ainda vive no passado e nada tem a propor. Estão longe das necessidades do povo," disse.

O candidato do FDI garante que quer ser julgado pelo currículo e pelas ideias; não pelo apelido. Diz que não se considera fascista, mas reconhece o valor da "marca" Mussolini. "Preciso de ser conhecido rapidamente e de ganhar simpatizantes. A única forma de forma de o fazer é dar-me a conhecer, mesmo tirando proveito do meu apelido," reconhece.

25 de abril, mais do que nunca

Os italianos também comemoram o 25 de abril. A data assinala a libertação de Itália, no final da segunda Guerra Mundial.

Este ano, as comemorações tiveram uma adesão reforçada. Italianos que apontam o dedo a Salvini e não querem ver outro Mussolini no poder.

Federigo Argentieri, professor de Ciência Política na Universidade de John Cabot, explica a relação singular que os italianos têm com o fascismo como "uma herança nostálgica" alimentada por "lendas" como 'O fascismo não foi assim tão mau, afinal' ou 'Mussolini fez algumas coisas boas'.

De acordo com uma sondagem recente, 70% dos italianos rejeita regressar ao passado; ao tempo da ditadura.