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Ponte Morandi por terra

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رويترز
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Seis segundos de explosões controladas foi quanto foi necessário para derrubar os pilares e tabuleiro da estrutura da ponte Morandi em Génova que ruiu em agosto do ano passado.

O colapso da ponte em 2018 causou 43 mortos e 16 feridos. Na origem do desastre estariam chuvas intensas assim como falhas de manutenção atribuídas ao concessionário atualmente debaixo de investigação judicial. Antes da operação muitos residentes locais foram evacuados. Alguns mostravam-se pouco apreensivos.

"Vou para o trabalho e quando regressar às 7 da tarde vou andar por aí às voltas até conseguir entrar em casa. Estou calmo, é um dia como qualquer outro, um bocado estranho mas é assim", disse Cristino de Jesus, um residente local.

Os vice primeiro-ministros, Matteo Salvini e Luigi di Maio, estiveram presentes durante as operações. Ambos pretendem reconstruir o viaduto o mais rapidamente possível devido às dificuldades criadas no acesso ao porto da cidade.

O encontro entre os dois líderes teve lugar sob o pano de fundo de uma polémica que envolve a empresa responsável pela manutenção da ponte. O líder do movimento 5 Estrelas, Luigi di Maio, pretende revogar a concessão de exploração atribuída à empresa pertencente ao grupo Atlantia; o caso está a criar tensões no seio da coligação.

A nova ponte projetada pelo arquiteto italiano Renzo Piano irá abrir à circulação em meados do próximo ano.