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Rússia prende centenas de manifestantes opositores

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De  Luis Guita
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Polícia moscovita prendeu mais de trezentas pessoas que reclamavam eleições livres na capital russa e exigiam que os candidatos da oposição pudessem concorrer ao conselho municipal.

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Polícia russa prendeu mais de trezentas pessoas que reivindicavam eleições livres em Moscovo e exigiam que os candidatos da oposição pudessem concorrer ao conselho municipal.

Mesmo antes do início da manifestação frente à Câmara de Moscovo, este sábado, as forças de segurança já tinham realizado dezenas de detenções.

"Acredito que, de acordo com a Constituição da Federação Russa, todos os cidadãos têm o direito de se reunir e expressar as opiniões sobre várias questões da vida social e política. A Constituição permite. Se a manifestação não for sancionada pelas autoridades - isso não é motivo para acabar com a manifestação," afirmou o jornalista Nikolay Svanidze.

Antes do comício, várias figuras da oposição foram presas e a polícia fez buscas em casas e escritórios de vários candidatos excluídos.

Apesar da repressão à oposição nos últimos dias, os manifestantes denunciam a rejeição de candidaturas independentes nas eleições locais de 8 de setembro.

"Considero que isto é apenas pressão política. Eu estava lá a falar com políticos independentes. Eu estava simplesmente de pé numa rua de Moscovo. Eu tinha esse direito," explicou um manifestante preso.

De recordar que, na quarta-feira, o principal oponente do Kremlin, Alexei Navalny, foi mandado de volta à prisão por mais 30 dias, por infrações "às regras de manifestação"

Estes processos seguem a abertura de uma investigação por "obstrução do trabalho da Comissão Eleitoral" de Moscovo durante manifestações em meados de julho.

Os processos podem resultar em sentenças de até cinco anos de prisão, isto tendo em conta as sentenças proferidas durante o movimento de 2011-2012 contra o regresso de Vladimir Putin à presidência.

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