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Sandro Gozi: da política italiana para a política francesa

Sandro Gozi: da política italiana para a política francesa
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Sandro Gozi converteu-se, literalmente, no rosto da política sem fronteiras. Em Itália, foi secretário de Estado dos Assuntos Europeus, entre 2014 e 2018, mas agora está ao serviço de França.

Foi nomeado para o gabinete do primeiro-ministro Édouard Philippe como responsável pelos Assuntos Europeus. Um ato de traição para o vice-primeiro-ministro italiano e líder do Movimento 5 Estrelas, Luigi di Maio, que diz que se deve contemplar a possibilidade de retirar a Gozi a nacionalidade italiana, como permite uma lei de 1992.

"É grotesco. Aconselhá-lo-ia (a Luigi di Maio) a estudar a lei da União Europeia. Ficaria a saber que um cidadão europeu não pode ser privado da nacionalidade por razões políticas e não pode ser impedido de trabalhar em outra administração ou governo. (...) Não sou membro do Governo francês. Não sou ministro ou secretário de Estado. Sou simplesmente um assessor em Assuntos Europeus que tem de trabalhar no lançamento do Parlamento Europeu e no futuro da União: Estarei focado no debate acerca da conferência europeia e das possíveis reformas políticas e institucionais", sublinhou, em entrevista à Euronews, Sandro Gozi.

Giorgia Meloni, a líder do partido de extrema-direita Irmãos de Itália, juntou-se às críticas de Luigi di Maio.

Nas últimas eleições europeias, Gozi foi candidato pelo partido República em Marcha, do Presidente francês Emmanuel Macron.

"Acredito que França e Itália têm um destino comum. Acredito que os valores e os interesses comuns são muito mais fortes do que as diferenças em determinadas matérias. (...) Penso que o atual Governo italiano errou em não continuar o trabalho do Tratado do Quirinal que o nosso Governo começou. O Tratado deveria ter trazido França e Itália para uma nova era de cooperação política, institucional e cultural mais forte, especialmente em matéria europeia", acrescentou o assessor em Assuntos Europeus.

Gozi não conseguiu ser eleito nas últimas europeias mas deverá entrar no Parlamento Europeu depois do "Brexit."