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Brexit sem acordo põe em risco paz na ilha da Irlanda

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Brexit sem acordo põe em risco paz na ilha da Irlanda
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Reino Unido de um lado, Irlanda e União Europeia do outro no que toca ao mecanismo de salvaguarda para evitar a reposição de fronteiras na ilha da Irlanda, após o Brexit.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson está de visita ao homólogo irlandês, Leo Varadkar, e quer retirar esse conceito do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, porque considera que issso vai manter o país vinculado à União indefinidamente.

Mas para os políticos irlandeses a questão é mais profunda do que o comércio e a livre circulação no mercado interno.

"Não se trata de irritar Boris Johnson, os ingleses ou a opinião pública britânica. Esta questão é crucial porque tem a ver com valores importantes como proteger a estabilidade e a paz nesta ilha. Eu pensava que esse objetivo não era contestado, mas partilhado por todas as partes, incluindo a opinião política britânica e os políticos conservadores", disse, à euronews, Mary Louise McDonald, do partido irlandês Sinn Féin.

Trinta anos de paz é pouco tempo

Durante trinta anos do conflito entre Irlanda do Norte, território britânico, e o resto da ilha da Irlanda, a fronteira foi militarizada. O acordo de Sexta-feira Santa, em 1998, colocou fim ao conflito entre separatistas e unionistas e o Brexit sem acordo pode ser uma ameaça a essa conquista, segundo políticos da Republica da Irlanda.

"Vai haver tensões ao nível da segurança na fronteira, obviamente. Onde é que nos levará? Só Deus sabe. Há um claro risco. Passaram apenas 30 anos desde o conflito. Nos últimos 20 anos, a economia melhorou tanto no norte como no sul da ilha da Irlanda. Temos um bom relacionamento com o Reino Unido. Tudo isso é positivo e agora caminhamos para uma lista de coisas negativos", afirmou, à euronews, Bertie Ahern, ex-primeiro-ministro irlandês.

O drama recente na história da ilha pesa sobre os líderes britânico e irlandês nas negociações para sair do impasse.

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