A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Manifestantes desafiam proibições em Hong Kong

Manifestantes desafiam proibições em Hong Kong
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Este sábado, Hong Kong vive novos protestos contra o controlo da República Popular da China sobre o território. Têm sido manifestações pacíficas, apesar da proibição de usar máscaras (que muitos decidiram quebrar) e a contrastar com os protestos violentos da véspera, que tiveram como palco o metro da cidade. Como resultado da destruição de vários equipamentos e para evitar novos episódios, as autoridades ordenaram o fecho de toda a rede de metro e comboios, incluindo a ligação ao aeroporto. Este fecho obrigou muitos locais e turistas a uma mudança de planos.

"Com certeza que não é conveniente. São transportes públicos, para uso de todos. As questões políticas não deveriam interferir na decisão de abrir a rede ou não, porque é algo que afeta o dia-a-dia das pessoas", diz um habitante de Hong Kong.

Uma jovem acrescenta: "Não concordo com o recurso à lei de emergência, mas isto pode inspirar as pessoas para ter mais consciência da sua cidade e é bom para a nossa luta no futuro".

Sexta-feira, os manifestantes lançaram o caos no metro de Hong Kong com a destruição de vários equipamentos e a ativação do sistema anti-incêndios numa estação. Estes atos, que o governo local considerou de "violência extrema", levaram o executivo presidido por Carrie Lam a invocar a lei de emergência, que data da era colonial, o que aconteceu pela primeira vez em cinquenta anos.

Esta mais recente onda de protestos começou com a contestação a uma lei que permitiria a extradição para o resto do território da China, mas continuou mesmo depois do governo ter adiado indefinidamente a adoção dessa lei, tornando-se um vasto movimento pró-democracia e pela autonomia em relação a Pequim. Esta é a maior crise em Hong Kong desde a entrega do território do Reino Unido à China, em 1997.