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França e Grupo Total investem 400 mil euros em projetos culturais em Angola

França e Grupo Total investem 400 mil euros em projetos culturais em Angola
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De  Neusa Silva
Publicado a Últimas notícias
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Palácio de Ferro, em Luanda, é agora um espaço dedicado às culturas angolana e francófona.

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O Grupo Total e a embaixada de França em Angola selaram dois compromissos com o Estado angolano para financiar a implementação do plano de gestão do centro histórico de Mbanza Kongo, classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, e para a preservação e sustentabilidade do Palácio de Ferro. Trata-se de um edifício histórico situado no coração de Luanda, construído no século XIX por Gustave Eiffel.

De acordo com Maria da Piedade de Jesus, ministra da Cultura de Angola, o Palácio de Ferro passa agora a ser uma casa de cultura onde as associações angolanas e francófonas podem desenvolver atividades culturais.

Durante a assinatura dos acordos, o embaixador de França em Angola referiu que o papel que França tem desempenhado na restauração da antiga cidade de Mbanza Kongo tem um significado histórico, uma vez que a antiga capital do reino do Congo foi há muito o berço de vários países hoje francófonos.

Uma vez que a UNESCO, ao classificar o sítio de Mbanza Kongo como património mundial da humanidade, listou uma série de obrigações importantes que necessitam ser cumpridas pelo governo angolano, o embaixador Sylvain Itté fez saber que a França pretende apoiar o Ministério da Cultura para cumprir tais obrigações.

Para o efeito, a embaixada de França e o Grupo Total vão investir 400 mil euros para financiar missões de peritos na arquitetura e na arqueologia.

Olivier Jouny, diretor-geral da Total EP Angola, em entrevista à euronews, fez saber que as áreas prioritárias para este financiamento são sobretudo a preservação dos bens culturais e patrimoniais em Mbanza Kongo, a conservação do Palácio dos Reis, a Biblioteca Municipal e o apoio ao artesanato local e ao empreendedorismo.

O acordo para o financiamento da implementação do Plano de Gestão do Centro histórico de Mbanza Kongo tem um prazo de dois anos e visa definir a modalidade do financiamento e as ações definidas no plano de.gestão do sítio histórico de Mbanza Kongo, a ser desenvolvido em colaboração com o Ministério da Cultura de Angola.

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