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Turquia ameaça milícias curdas com nova ofensiva militar

Turquia ameaça milícias curdas com nova ofensiva militar
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REUTERS/Huseyin Aldemir
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Nesta faixa de terra controlada por russos e turcos, os curdos não têm lugar. Depois do acordo histórico que pôs fim à ofensiva militar da Turquia na Síria, os combatentes das Unidades de Proteção Popular (YPG) estão a retirar da fronteira, onde até ao início do mês lutavam ao lado dos Estados Unidos contra o autoproclamado Estado Islâmico.

Na complexa geografia política, a Turquia detém agora o controlo militar. E a Rússia, aliada da Síria, é a responsável pelo apoio à retirada das milícias curdas até 29 de outubro, assegurando uma distância de 30 quilómetros da fronteira sírio-turca, estabelecida pelo acordo.

Em caso de incumprimento, Ancara garante que volta a pegar nas armas para levar a cabo uma nova ofensiva militar contra os combatentes curdos.

"Se eles não retirarem a uma distância de 30km, a Turquia irá limpar de lá aqueles terroristas, tal como o YPG foi informado pelos russos e em declarações públicas. Portanto, se houver combatentes que não saiam, nós iremos tirá-los de lá. O facto de termos suspendido a operação e parado após o acordo, não significa que não vamos fazer nada em relação aos terroristas que permanecem na região", afirmou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu.

O acordo estabelecido entre a Rússia e a Turquia permite ao regime de Bashar Al-Assad ganhar mais terreno no próprio país, ainda que com o apoio direto de Moscovo. Já o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, vai poder ficar com as cidades e vilas que tinha tomado desde que atacou o nordeste da Síria, não sendo ainda claro se o presidente turco vai poder avançar com a construção de campos de refugiados sírios que atualmente vivem na Turquia.

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