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Chile: Piñera cria novo governo para fazer frente aos protestos

Chile: Piñera cria novo governo para fazer frente aos protestos
Direitos de autor REUTERS/Pablo Sanhueza
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De  Ana Serapicos com EFE, Lusa, Reuters
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Dos 24 ministros, já foram substituídos oito gabinetes

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As manifestações no Chile não terminam e a violência nas ruas não desce de intensidade.

Esta segunda-feira, um grupo de manifestantes pôs fogo a um edifício comercial que alberga um restaurante e várias lojas.

Do outro lado está um governo atento aos pedidos do povo. Depois de um pedido de desculpas e o anúncio de medidas sociai, como o aumento do salário mínimo, o presidente do país, Sebástian Piñera, pediu aos ministros que se demitissem para poder criar um novo governo. 

Muitos assim o fizeram. Oito ministros de 24 já se demitiram e já foram substituídos, incluindo o responsável pela pasta das Finanças, Felipe Larraín. Depois de apresentar a demissão, o agora ex ministro disse que o governo de Piñera está a ter dificuldades em perceber o que os chilenos realmente querem.

"É um momento de reflexão. Certamente não sabemos e não conseguimos entender bem, interpretar bem, o que estava a acontecer e, nesse sentido, torna-se autrocrítico", disse Larraín à imprensa. 

O pasta das Finanças foi entretanto entregue ao economista Ignacio Briones.

"Esta #Mudançadegabinete Significa o início de uma nova etapa de maior diálogo com os cidadãos e maior unidade nacional e TB para promover a Agenda Social com uma equipa jovem e com novo vigor. Agradeço o grande empenho dequem abandona o Gabinete."

Outros dois ministros que já foram substituídos são o ministro da Administração Interna, Andrés Chadwick, primo do presidente, e a ministra porta-voz do governo, Cecilia Pérez. Pérez foi substituída por Karla Rubilar, até agora autarca da Região Metropolitana de Santiago, e Andrés Chawick foi substituído por Gonzalo Blumel, o qual atuava como secretário geral da Presidência.

Com estas mudanças, Piñera busca um governo capaz de canalizar as demandas dos cidadãos, os quais continuam nas ruas há mais de uma semana e exigem a demissão do próprio presidente. 

Até agora, as manifestações já provocaram 20 vítimas mortais e centenas de feridos.

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