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Funerais de apoiantes de Evo Morales

Funerais de apoiantes de Evo Morales
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REUTERS/Marco Bello
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Bolivianos começaram a realizar os funerais das vítimas mortais dos distúrbios de sexta-feira, após a renuncia do ex-Presidente Evo Morales.

O Provedor de Justiça disse que, pelo menos, cinco pessoas foram mortas na cidade de Sacaba e mais de 30 ficaram feridas, e pediu uma investigação urgente do Governo sobre o uso da força pela polícia e militares.

Através do twitter, Evo Morales denuncia que 24 pessoas morreram em consequência da repressão policial e militar. Diz que se está perante um "crime contra a humanidade" e exige que sejam encontrados os responsáveis.

Evo Morales renunciou denunciando um golpe de Estado. Os fiéis do ex-Presidente avançaram com o bloqueio das estradas de acesso à capital boliviana, La Paz.

A população enfrenta, agora, a falta de carne, ovos, laticínios e pão, também faltam gás de cozinha e combustíveis para os transportes. Os preços dispararam nos últimos dias.

A principal área dos bloqueios é a cidade de El Alto, a segunda mais povoada do país, reduto de Evo Morales. Os camiões com alimentos e combustíveis precisam de passar pela cidade para chegarem à capital da Bolívia. Outra via alternativa seria a aérea, mas também o aeroporto principal fica em El Alto.

"A totalidade dos setores de El Alto e Beni já estão mobilizados. Ninguém pode passar. As estradas foram fechadas. Os nossos colegas estão mobilizados. Enquanto Jeanine Anez (autoproclamada Presidente interina da Bolívia) não renunciar, vamos continuar a bloquear. Os do sul continuarão a morrer de fome, mais do que qualquer outra pessoa," afirma uma apoiante de Evo Morales.

A falta de produtos básicos obriga a população a suportar grandes filas.

"Neste momento, estamos com falta de comida. Mesmo que se tenha dinheiro, não se pode comprar nada. Os preços subiram bastante, o que não é bom para muitas famílias. Lamentavelmente, quando chega a fome, não existem palavras para dizer a uma criança que não há comida," revela uma popular.

As autoridades tentam evitar o colapso total, que pode acontecer dentro de dois ou três dias. O ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, anunciou que o Governo vai trazer alimentos através de aeroportos militares.

O comandante geral da Polícia, Rodolfo Montero, informou que tenta estabelecer o diálogo com os militantes que bloqueiam a refinaria de Senkata.

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