Última hora

Reforma das pensões em França: Os professores serão dos mais afetados

Reforma das pensões em França: Os professores serão dos mais afetados
Tamanho do texto Aa Aa

A reforma do sistema de pensões criada pelo presidente francês Emmanuel Macron junta os 42 regimes especiais de reforma em vigor em apenas um sistema universal. Quer isto dizer que os regimes especiais de pensões terminam. A medida afeta vários profissionais, incluindo professores e funcionários dos caminhos de ferro.

Na Escola Secundária de Saint Just, em Lyon, são muitos os professores que vão aderir à greve nacional deste 5 de dezembro contra esta reforma.

Stéphane Ubach, professor de geografia há 28 anos, faz parte dos funcionários públicos descontentes com a medida que Macron quer implementar.

"Acho que vamos assistir a uma mobilização muito forte, porque até colegas que normalmente não participam vão estar presentes na greve."
Alain Blanchet
Professor do Ensino Secundário em Lyon, França

Segundo Stéphane, o próprio governo admitiu que os professores seriam os grandes "perdedores" deste sistema. "Alguns simuladores mencionam a perda de quase 30% da pensão, para um aposentado que iniciou a carreira em 2025 - data em que essa reforma será implementada", explica Stéphane.

Para este professor, esta reforma no sistema de pensões trará problemas para o futuro da profissão.

"Já temos a questão dos salários de hoje em dia, que são um problema. Se amanhã adicionarmos pensões extremamente baixas, tenho dificuldade para ver quem vai querer trabalhar no sistema educacional nacional com estas perspectivas", explica_. _

O governo prometeu aos professores aumentos salariais mas as promessas são insuficientes para Stéphane e para os colegas de profissão. Alain Blanchet, professor na mesma escola, diz que vai participar na greve desta quinta-feira.

"Acho que vamos assistir a uma mobilização muito forte, porque até colegas que normalmente não participam vão estar presentes na greve.", conta Alain Blanchet.

"Se aceitámos receber menos dinheiro, todos os meses, foi em troca deste plano especial de pensão."
Yohan Saugues
Funcionário de uma empresa de transportes

Também a área dos funcionários dos caminhos de ferro será afetada com esta reforma. Yohan Saugues, há 19 anos funcionário da Unsa, uma empresa de transportes francesa, diz que o contrato que assinou com a empresa e a dureza do trabalho que faz era justificado com este regime especial que Macron agora quer anular.

"Se aceitámos receber menos dinheiro, todos os meses, foi em troca deste plano especial de pensão. Se aceitamos a dureza deste trabalho - trabalhar à noite, aos domingos, nas épocas festivas, é por causa desse regime especial.", conta Yohan Saugues.

Aos professores e aos funcionários dos caminhos de ferro juntam-se funcionários dos hospitais, do setor de energia, advogados e muitos outros. Por outro lado, o governo garantiu que não vai recuar na reforma dos sistema das pensões.

A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.