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França acaba com subsistemas de pensões e introduz "idade de referência"

França acaba com subsistemas de pensões e introduz "idade de referência"
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Em França, o governo prepara a reforma do sistema de pensões, um dos projetos mais importantes da presidência de Emmanuel Macron, que pretende acabar com vários regimes especiais. Mas esta reforma está longe de ser pacífica e está na origem da greve que vai paralisar o país na quinta-feira e vai afetar setores tão importantes para o dia-a-dia como os transportes, a justiça, educação, o controlo de tráfego aéreo e a recolha do lixo.

A principal mudança é que os 42 subsistemas que existem vão ser fundidos num só, com um sistema de pontos. Cada euro que entra para o sistema passa a ter o mesmo valor para todos.

Outra grande mudança é no método de cálculo, que até agora é baseado nos 25 melhores anos, para o setor privado e nos últimos seis meses para os funcionários públicos. A partir de agora, os pontos passam a ser contados desde o primeiro até ao último dia de trabalho, o que penaliza os trabalhadores com uma carreira mais flutuante.

Os sindicatos estão também contra a introdução de idade de referência, que a partir de 2025 será de 64 anos. A idade legal da reforma continua a ser aos 62, mas entre os 62 e os 64 há uma penalização. Já quem trabalhar para lá dessa idade passa a beneficiar de uma bonificação.

Os objetivos da reforma são, em primeiro lugar, poupar dinheiro aos cofres do estado, e em segundo, simplificar o sistema. O governo diz que está aberto a discussões, mas promete rigor. Segundo uma sondagem, a maioria dos franceses está de acordo com as mudanças, mas, ao mesmo tempo, não tem confiança no atual governo para que as possa aplicar.

Com o aumento da esperança de vida, o aumento da idade da reforma é uma tendência global. Em Portugal, por exemplo, está diretamente indexada à esperança de vida. Prevê-se que seja um dos países com maior aumento da idade da reforma. Quem começa agora a trabalhar pode só se reformar acima dos 67 anos e meio.

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