Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Aung San Suu Kyi desloca-se a Haia para responder a alegações de genocídio

Aung San Suu Kyi desloca-se a Haia para responder a alegações de genocídio
Direitos de autor 
De Joao Duarte Ferreira
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

A antiga Prémio Nobel da Paz nunca condenou as ações do governo de Myanmar relativiamente à minoria Rohingya

A antiga prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi começa esta terça-feira a defender Myanmar, a antiga Birmânia, contra acusações de genocídio contra a minoria muçulmana Rohingya.

Aung San Suu Kyi comparece no Tribunal Internacional de Haia para responder a alegações de crimes contra a Humanidade como massacres, violações e a destruição das comunidades Rohingya em Myanmar.

Em 2017, a repressão militar por parte das forças de Myanmar levou à deslocação de 720 mil Rohingyas para o Bangladesh no espaço de apenas alguns meses.

Aung San Suu Kyi nunca condenou as ações dos militares.

"Os soldados lançaram fogo à casa dos meus pais com eles lá dentro. Foram queimados vivos.
Os militares levaram tudo", afirma Rashida, uma refugiada Rohingya de 25 anos.

Milhares de Rohingyas foram obrigados a aguardar entrada durante semanas nos campos de refugiados do Bangladesh.

Os soldados lançaram fogo à casa dos meus pais com eles lá dentro. Foram queimados vivos
Rashida
Refugiada Rohingya

Kutupalong é o maior campo de refugiados do sudeste do Bangladesh. Vivem aqui 600 mil pessoas, os chamados "cidadãos de Myanmar sem documentos". À grande maioria dos Rohingyas é negado o estatuto de refugiado.

Mohammed vive no acampamento improvisado de Leda. Ele perdeu cinco familiares, incluindo duas filhas, irmãos e irmãs.

"Vi muitos incidentes a acontecerem à minha frente. Pessoas raptadas, violações em massa, crianças deitadas às chamas. A minha aldeia foi queimada", adiantou Mohammed Nurul Islam, um refugiado Rohingya não registado.

Myanmar enfrenta pressões internacionais crescentes devido à crise dos Rohingya. O país comprometeu-se em realizar as suas próprias investigações.

Até ao momento poucos enfrentaram a justiça.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Crise dos Refugiados: Presidente da Médicos Sem Fronteiras em entrevista

Tribunal da ONU abre processo para apurar se Myanmar cometeu genocídio contra os Rohingya

Organizações de jornalistas apresentam queixa por "obstrução" ao trabalho dos repórteres em Gaza