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Gâmbia garante existirem provas de genocídio sobre os Rohingya

Gâmbia garante existirem provas de genocídio sobre os Rohingya
Direitos de autor  Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved Peter Dejong
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De Euronews
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Decorreu em Haia, no Tribunal Internacional de Justiça, o terceiro e último dia do julgamento sobre o alegado genocídio sobre os Rohingyas.

Terceiro e último dia do julgamento do alegado genocídio dos muçulmanos rohingyas no Tribunal Internacional de Justiça em Haia. Aug San Suu Kyi defende o Myanmar numa acusação avançada pela Gâmbia.

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O advogado gambiano perguntou aos juízes se se combate o terrorismo com a morte de crianças. A refutação das acusações do Myanmar, por parte de Aug San Suu Kyi, de que houve abusos mas não genocídio, levou o ministro da Justiça da Gâmbia a responder.

"O conselheiro especial para o Secretário-geral das Nações Unidas tirou as mesmas conclusões. O relator especial do Myanmar para a ONU teve as mesmas conclusões. Por isso, existem provas convincentes de genocídio e de intenção de genocídio, pelo menos naquilo que nos diz respeito", declarou Abubacarr Marie Tambadou.

Num campo de refugiados de rohingyas no Bangladeche, o caso é seguido de perto. Muitos dos que vivem aqui foram obrigados a fugir do Myanmar e perderam familiares e amigos.

"Ela foi enviada para dizer mentiras. A polícia e o exército do Myanmar torturaram-nos. E agora ela foi ao Tribunal Internacional de Justiça apenas para salvar o exército", diz um refugiado.

"O que Suu Kyi está a fazer é salvar o exército do Myanmar, a polícia e os dirigentes do governo, isso é totalmente errado, inaceitável. Ela é uma Nobel da Paz. Ela não vai escapar com mentiras", explica outro.

Mais de 730 mil Rohingya foram obrigados a fugir do Myanmar para o Bangladeche depois dos militares terem lançado uma operação. Os investigadores da ONU estimam que morreram cerca de 10 mil pessoas.

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