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Trump recebe manifestações de apoio depois da destituição

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Direitos de autor APTN
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De  João Paulo Godinho
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Maioria republicana no Senado promete lealdade ao presidente e as sondagens indicam também uma maioria contrária à destituição.

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O processo de destituição de Donald Trump está agora no Senado americano. Depois de aprovada a acusação ao presidente pela maioria democrata na Câmara dos Representantes, a decisão deve ser travada pela maioria republicana na câmara alta.

O líder do partido no Senado, Mitch McConnel, já tranquilizou hoje Donald Trump sobre o futuro na presidência, com uma garantia de união do partido e duras críticas ao processo conduzido pelo Partido Democrata na câmara baixa do congresso.

"Na noite passada, os democratas da Câmara finalmente fizeram o que tinham decidido fazer há muito tempo: votaram a destituição do presidente Trump. Nas últimas doze semanas, os democratas do Congresso conduziram o inquérito de destituição mais apressado, mais incompleto e mais injusto da história moderna", frisou.

No entanto, as críticas do líder da maioria republicana no Senado não perturbaram a líder da maioria democrata na Câmara dos Representantes. Para Nancy Pelosi, McConnel e Trump são duas faces da mesma moeda.

"Ouvi um pouco do que Mitch McConnell disse hoje. E isso fez-me lembrar de que os nossos fundadores, quando escreveram a Constituição, suspeitavam que poderia haver um presidente desonesto. Mas não acho que suspeitassem que poderíamos ter um presidente desonesto e um líder desonesto no Senado ao mesmo tempo", sublinhou.

Apesar de se ter tornado o terceiro presidente alvo de um 'impeachment' na história dos Estados Unidos, Donald Trump prossegue a sua campanha para as eleições de 2020, com mais um comício, desta feita realizado no estado do Michigan.

E as sondagens mais recentes parecem estar ao lado do presidente, como a que foi revelada esta quinta-feira pelo centro Ipsos para a Reuters, na qual uma maioria de 46% dos americanos veio defender que Trump não deve ser afastado do cargo, enquanto apenas 42% apoiam a destituição.

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