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Kim Jong-un é elogiado por Donald Trump após revelar ameaça

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Espetadores assistem a imagens de arquivo de um encontro entre os líderes da Coreia do Norte e dos EUA
Espetadores assistem a imagens de arquivo de um encontro entre os líderes da Coreia do Norte e dos EUA   -   Direitos de autor  AP/ Ahn Young-joon
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Kim Jong-un divulgou às primeiras horas de 2020 a ameaça de a Coreia do Norte retomar os testes de mísseis nucleares de longo alcance suspensos em 2018 após um acordo de desnuclearização assinado com os Estados Unidos.

A revelação norte-coreana mereceu a reação de Donald Trump. Momentos antes de celebrar a passagem de ano na costa leste dos Estados Unidos, o chefe da Casa Branca elogiou o caráter do homólogo da Coreia do Norte.

As palavras de Kim Jong-un terão sido proferidas durante uma reunião do Comité Central do Partido dos Trabalhadores, realizada nos últimos quatro dias de 2019, e foram divulgadas pela agência estatal KCNA na manhã deste primeiro dia de janeiro.

À ameaça do fim da suspensão dos testes de mísseis nucleares acordada em dois mil e dezoito com os Estados Unidos, Kim Jong-un juntou também o anúncio do desenvolvimento de uma "nova arma estratégica", a ser apresentada ao mundo "num futuro próximo".

O retomar dos testes de mísseis nucleares foi justificado por Kim Jong-un com uma alegada falta de propostas dos Estados Unidos nas últimas rondas de negociações e com supostos "atos hostis" norte-americanos, concretizados através da realização de exercícios militares em conjunto com a Coreia do Sul e com a aplicação de novas sanções a Pyongyang.

Donald Trump elogia Kim

Ainda antes da passagem de ano, em Palm Beach, na Florida (14 horas depois da celebração na Coreia do Norte), o presidente dos Estados Unidos falou de Kim Jong-un e de forma elogiosa.

"Ele está a representar o país dele como eu represento o meu. Temos de fazer o que temos de fazer, mas ele assinou um contrato. Assinou um acordo sobre desnuclearização. Está assinado. Foi feito em Singapura. Considero-o um homem de palavra. Ainda temos de o confirmar, mas acho que ele é um homem de palavra", afirmou Donald Trump aos jornalistas.

O secretário de Estado Mike Pompeo disse esperar que a Coreia do Norte prefira seguir um caminho de paz e não de guerra.

"Se o Presidente Kim renegou os compromissos estabelecidos com o Presidente Trump isso será muito desapontante. Esses compromissos foram estabelecidos em troca de o Presidente Trump concordar com a não realização de exercícios militares de larga-escala. Nós cumprimos os nossos compromissos e continuamos a manter a esperança que ele (Kim Jong-un) cumpra os dele", afirmou Pompeo à estação de televisão norte-americana CBS.

Cronologia de uma aproximação histórica

- Ao longo de 2017, a Coreia do Norte realizou vários testes com mísseis de longo alcance, capazes de atingir território dos Estados Unidos;

- Em junho de 2018, Donald Trump e Kim Jong-un protagonizaram o primeiro aperto de mãos entre líderes dos EUA e da Coreia do Norte, assinado em Singapura um acordo vago de desnuclearização;

- Em fevereiro de 2019, Trump e Kim Jong-un voltam a encontrar-se no Vietname, mas sem aprofundar o acordo anterior;

- No final de junho de 2019, Donald Trump torna-se no primeiro presidente dos EUA a pisar a zona desmilitarizada na Coreia do Norte, num terceiro encontro com Kim Jong-un que acontece de forma aparentemente imprevista.