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Uma economia por unir num Chipre dividido

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Fomos conhecer uma empresa que está dividida em duas entidades legais, do norte e do sul

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Alexandros Philippides e Hasan Siber trabalham juntos. Philippides é cipriota grego e Siber é cipriota turco. Conheceram-se em Londres, durante a universidade. Puseram de lado os conflitos políticos, uniram forças e recursos. Agora, gerem uma empresa de azeite no Chipre.

"Estamos a tentar promover o processo de paz no Chipre através de um objetivo comum que temos, um elemento que foi partilhado pelas duas comunidades: que é o azeite.", conta Alexandros Philippides, cofundador da Coliveoil, à euronews. 

Os projetos comunitários são apoiados pelo governo do Chipre, pelo menos, em teoria. A verdade é que existem muitos obstáculos pelo caminho. Não existe uma estrutura legal para estas empresas, portanto a empresa destes dois amigos está dividida em duas entidades legais. O entidade do norte produz o azeite, a qual vende-o à entidade do sul, que fica responsável pela exportação para a União Europeia.

Hasan Siber, co-fundador da Coliveoil, diz que o modelo de negócio é comprar metade do azeite aos olivais do sul e comprar o restante aos olivais do norte. 

"É a primeira vez que isto acontece em 40-50 anos no Chipre.", admite um dos sócios. 

A empresa está sediada na zona tampão de Nicósia, a última capital dividida na Europa. O Chipre está dividido desde 1974, altura em que o exército turco invadiu a ilha e ocupou a zona norte. Empresas como esta simbolizam muito mais do que um negócio, simbolizam o caminho num processo de paz.

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