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Espanhóis voltam a sair e enchem ruas

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Espanhóis voltam a sair e enchem ruas
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Pela primeira vez em quase 50 dias em Espanha pode finalmente caminhar e fazer desporto: "Esta medida que outros países já tomaram aqui demorou um pouco, talvez devido às circunstâncias, mas é bom que este momento tenha chegado. Tive saudades de ver o mar e fazer desporto".

Isto desde que sejam respeitadas as medidas de segurança e as faixas horárias estabelecidas para as famílias com crianças, para o desporto ou a pé e para os idosos e pessoas vulneráveis.

"O primeiro pensamento é sair de casa e apanhar sol, andar por aí e tirar partido disso como quando saíamos a correr da escola", conta um sénior.

Mas as regras nem sempre são seguidas. Algumas pessoas estão desiludidas, perante as multidões que se veem na marginal de Barcelona: "Com todo o esforço que fizemos, o governo não deveria ter voltado atrás, porque não estivemos à altura. Pensei que as pessoas estariam muito mais conscientes e vejo que não o fizeram. Vemos tudo isto e ficamos desapontados", diz uma corredora.

Comércio reabre com restrições

Muitos estabelecimentos preparam-se para reabrir as portas. Os cabeleireiros podem agora fazê-lo mediante marcação e medidas rigorosas de higiene. Mas também há muita insegurança: "Para cada cliente, só há um cabeleireiro que pode trabalhar. Então as pessoas que têm empregados estão com a incerteza se eles podem abrir ou não", diz Sonia Ruiz, proprietária de um cabeleireiro.

Sem turismo e com os consumidores receosos de um futuro económico sombrio, o sector da hotelaria e restauração sofre: "Nós que estamos em frente ao mar e que vivemos principalmente do turismo. Para nós é um banho de sangue. Agora a solução é ter paciência e saber adaptar-nos ao que está para vir", diz Mauricio, dono de uma pizaria.

Por enquanto, só é possível o take-away. Na próxima fase, os bares e restaurantes vão poder abrir as esplanadas, com 30% das mesas.

O Governo espanhol está a planear uma desescalada em 4 fases. As datas dependerão da evolução da situação sanitária, mas em nenhum caso a nova normalidade chegará antes do final do mês de Junho. Com fronteiras fechadas e pouca mobilidade, o turismo poderá perder até 55 000 milhões de euros, o que significa uma queda de 32% do PIB deste setor.