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EUA entre a reabertura e a marca dos 100 mil mortos por covid-19

Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump, presidente dos EUA   -   Direitos de autor  Evan Vucci/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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Prestes a atingir a marca das 100 mil mortes por covid-19 e com um ressurgimento de novos casos em diversos estados, os Estados Unidos oscilam entre a prudência dos médicos e a reabertura gradual da economia para responder à crise.

"Não comecemos a ignorar as recomendações de algumas das diretrizes porque é realmente tentador", disse Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas dos EUA e um dos líderes do grupo de trabalho da Casa Branca, numa entrevista à CNN.

Fauci tornou-se uma das principais figuras do país durante a crise provocada pelo novo coronavírus, que já deixou quase 100.000 mortos e mais de 1,6 milhões de pessoas infectadas.

O epidemiologista compareceu em numerosas conferências de imprensa na Casa Branca ao lado do Presidente dos EUA, Donald Trump, a quem corrigiu os seus comentários controversos em mais do que uma ocasião.

"Agora é o momento, dependendo de onde se está e qual é a sua situação, de começar a pensar seriamente em reabrir a economia para tentar recuperar algum nível de normalidade", acrescentou Fauci.

No entanto, os estados do país que estão a liderar a operação procuram um equilíbrio entre o relançamento da atividade económica e o cuidado de evitar o ressurgimento de infeções.

"Estou orgulhoso do que conseguimos, mas não podemos descansar sobre os nossos louros". Temos de aumentar o número de testes e temos de encorajar os cidadãos da Geórgia", afirmou Brian Kemp, o governador republicano do estado do Sul e um dos primeiros a levantar as medidas, este fim-de-semana.

Após semanas de confinamento, o estado de Illinois e o distrito da capital, Washington, D.C., anunciaram o início do levantamento de algumas das restrições.

Os Estados Unidos atingiram na terça-feira 1.680.301 casos confirmados de covid-19 e 98.875 mortes, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Apesar da tendência descendente e da insistência de Trump na melhoria chamada "Transição para a Grandeza", os dados mostram um aumento nas infeções em 15 estados, incluindo Florida, Virgínia, Carolina do Norte, Arkansas, Wisconsin e Alabama, entre outros.