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Hungria reabre fronteira com a Sérvia

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Hungria reabre fronteira com a Sérvia
Direitos de autor  Siposhegyi
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O tráfego foi retomado no posto fronteiriço de Röszke. Desde segunda-feira, qualquer pessoa pode atravessar a fronteira entre a Hungria e a Sérvia sem restrições e sem a obrigatoriedade de permanecer em quarentena durante duas semanas.

O tempo de espera nas filas, para atravessar a fronteira, que costuma ser de horas, agora, não ultrapassa os trinta minutos.

Um turco entrou na Hungria depois de fazer mais de três mil quilómetros de mota para ver, finalmente, a família. No entanto, são muitos aqueles que saem rumo aos países dos Balcãs.

Klaudia, por exemplo, estuda em Budapeste e depois de dois meses consegue voltar aos braços dos pais na província sérvia de Voivodina.

Como referiu, foi muito difícil estar longe da família e conta que o irmão ainda está retido na Hungria.

O anúncio da abertura das fronteiras foi feito pelo ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros em conjunto com líder do Ministério da Integração sérvio.

O chefe da diplomacia húngara, Péter Szijjártó sublinhou, no entanto, que a Hungria vai pôr termo à imigração ilegal a todo o custo.

Desde o encerramento da zona de trânsito de Röszke na semana passada, resta apenas uma opção para aqueles que querem chegar à Europa Ocidental: transpor a vedação.

"Muitos refugiados não se atrevem a mudarem-se para casas abandonadas porque há rusgas da polícia todas as noites. Eles escondem-se nos canaviais e nas florestas, perto de uma linha férrea, até que consigam transpor a cerca", relata o repórter da euronews Zoltán Siposhegyi.

Atualmente, apenas um pequeno grupo de algumas dezenas de jovens do Médio Oriente se encontra nesta zona perto da fronteira. Saíram recentemente do campo de refugiados de Kikinda, onde estiveram vários dias a cumprir a quarentena obrigatória. Desde então, têm estado a viver em casas em ruínas e à espera do momento certo.

Um jovem, da Argélia, pede ao povo húngaro que os deixe passar pois não querem ficar na Hungria, mas rumar à Europa ocidental. O argelino clama que não são monstros nem terroristas, são apenas seres humanos.

Até conseguirem continuar a viagem, estes jovens vão permanecendo aqui, em casas abandonadas e a esconderem-se das autoridades até que o Governo húngaro lhes dê permissão para atravessarem a fronteira.