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Circular impediu tratamentos a idosos e pessoas dependentes

Circular impediu tratamentos a idosos e pessoas dependentes
Direitos de autor AFP
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De  Ricardo FigueiraIsidro Murga
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A divulgação do documento está a abalar o Governo Regional de Madrid. Mais de 6000 utentes dos lares de idosos da capital espanhola morreram com Covid-19.

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Em Espanha, um escândalo está a abalar a administração regional de Madrid e a forma como foi gerida a crise da Covid-19 durante o pico da epidemia. Foi agora tornada pública uma circular do departamento de saúde da comunidade madrilena, dirigida aos lares de idosos, pedindo que as pessoas dependentes ou com deficiências não fossem enviadas para os hospitais.

A circular foi usada durante as semanas seguintes pelos lares e pelos hospitais, com o objetivo de não sobrecarregar os serviços médicos. a aplicação durou um mês, até meados de abril**, como explica o jornal El País**. Desde 8 de março até agora, morreram 6000 pessoas com Covid-19 nos lares de Madrid, das quais 88% morreram durante o período em que a circular vigorou, ou seja, até 17 de abril. As mesmas instruções foram dadas em relação às pessoas que receberam cuidados em casa.

Outro aspeto polémico foi a recusa de pessoas com idade avançada. O mesmo jornal recolheu o depoimento da diretora de uma cadeia de lares, segundo quem os maiores de 75 anos foram sistematicanente recusados para que os ventiladores pudessem ser usados nos doentes mais jovens. Os hospitais deram como justificação o facto de ser contra-indicado entubar um doente a partir dessa idade, mesmo se os médicos ouvidos pelo jornal garantem que é normal e habitual entubar pessoas idosas.

Estas revelações estão a fazer tremer o atual governo regional de Madrid, da coligação entre o PP e o Ciudadanos. A porta-voz dos socialistas na Assembleia Regional ameaça com uma moção de censura. O VOX, da extrema-direita, que apoiou a formação do executivo regional, pede uma investigação ao que se passou nos lares e que o relatório seja tornado público.

O governo da Comunidade de Madrid justifica-se dizendo que o documento que foi revelado era apenas um esboço, enviado por engano e que os protocolos estiveram em constante mudança consoante a gravidade da situação.

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