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Covid-19: Os números e as notícias de quarta-feira, 10 de junho

Criança realiza teste de sangue para despistar o novo coronavírus no Paquistão
Criança realiza teste de sangue para despistar o novo coronavírus no Paquistão   -   Direitos de autor  AP Photo/Anjum Naveed
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A pandemia de Covid-19 já infetou mais de 7,2 milhões de pessoas em pelo menos 188 países, à data de hoje.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, este novo coronavírus estará ligado a mais de 410 mil mortes. Cerca de 3,4 milhões de pessoas já recuperaram da doença provocada pelo SARS-CoV-2.

Recorde aqui as notíciasdo dia:

21h18 (CET): França registou mais 23 mortes mas sem sinais de novos surtos

A França registou 23 mortes atribuídas ao coronavírus nas últimas 24 horas, elevando para 29.319 o número de óbitos desde o início da pandemia de Covid-19, sugerindo, um mês após o início do confinamento, que não há sinais de novos surtos.

Os indicadores mostram um declínio constante na circulação do vírus responsável pela Covid-19 em França nas últimas oito semanas, exceto nos territórios ultramarinos de Mayotte e Guiana.

Atualmente, existem 11.678 pessoas internadas infetadas com o coronavírus, mas o número de hospitalizações diárias continua a cair.

21h08 (CET): PM britânico considera "prematuras" questões sobre atraso do confinamento

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou hoje "prematuras" questões sobre um alegado atraso de um confinamento no Reino Unido para travar a pandemia do Covid-19, que um cientista britânico disse hoje que terá custado cerca de 20 mil mortes.

Esta tarde, durante uma sessão com a comissão parlamentar de Ciência e Tecnologia, o professor de matemática aplicada à biologia da universidade King's College, Neil Ferguson, afirmou que o número de mortes causadas pelo coronavírus no Reino Unido poderia ter sido reduzido para metade se o confinamento tivesse sido introduzido uma semana antes.

Ferguson faz parte de um grupo de cientistas que aconselham o governo sobre a Covid-19 e foi um dos autores do modelo matemático que levou o governo a precipitar o confinamento para 23 de março.

O cientista disse que a aceleração de casos de contágio aconteceu porque milhares de infetados que chegaram de Espanha e França não foram identificados imediatamente na altura.

20h55 (CET): Guiné-Bissau prolonga estado de emergência até 25 de junho

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou hoje, pela quinta vez, o estado de emergência até 25 de junho, no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

O decreto mantém em vigor o dever de recolher obrigatório em todo o território nacional, o respeito do distanciamento social e a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção individual.

Segundo o decreto presidencial, apesar de terem sido tomadas algumas medidas de desconfinamento e de algumas melhorias registadas na prevenção e consciencialização pública da covid-19, a "situação prevalecente é ainda, infelizmente, preocupante".

Segundo os últimos dados divulgados pelo Centro de Operações de Emergência de Saúde, a Guiné-Bissau regista quase 1.400 casos de infeções por Covid-19 e 12 vítimas mortais.

20h35 (CET): EUA pedem explicações à OPAS pelo envio de médicos cubanos para o Brasil

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, exigiu hoje explicações à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pelo seu papel de "intermediária" na transferência de médicos cubanos para o Brasil para a ajuda no combate à pandemia de Covid-19.

O governante norte-americano destacou que "presumivelmente" mais de 10 mil cubanos foram enviados para o Brasil, ao abrigo do programa 'Mais Médicos', para reforçar as equipas de saúde do país sul-americano, o mais afetado naquela região devido à Covid-19.

Mike Pompeo sublinhou ainda que quem contrata médicos cubanos deve pagar-lhes diretamente e não ao Governo do seu país, explicando que esse formato beneficia o regime cubano.

Cuba enviou 34 brigadas, num total de 3.337 médicos e enfermeiros, a pedido de autoridades de 27 países de África, América e Europa.

18h57 (CET): Itália com 71 mortes e 202 novas infeções nas últimas 24 horas

A Itália registou 71 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas e 202 novas infeções, o número mais baixo nesta semana, segundo informou a Proteção Civil no seu boletim diário.

O número de pessoas infetadas em Itália aumentou para 235.763 desde o início da crise, em 21 de fevereiro, quando foi confirmada a primeira infeção local.

Com as últimas 71 mortes, o número provisório de mortos no país é de 34.114.

As agências de notícias italianas revelam também que o Ministério Público de Bérgamo, vai ouvir o chefe do Governo, Giuseppe Conte, e dois dos seus ministros - o da Saúde, Roberto Speranza, e o do Interior, Luciana Lamorgese - no âmbito de uma investigação sobre a gestão do surto de Covid-19.

18h25 (CET): Brasil tem 38.701 mortes por Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa

Levantamento feito por jornalistas de O Globo, G1, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde revela ainda que o número de casos confirmados chegou aos 747.561.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo de Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19.

18h20 (CET): Reino Unido regista mais 245 mortes, supera 41 mil no total

O Reino Unido registou nas últimas 24 horas mais 245 mortes provocadas pela Covid-19, fazendo aumentar para 41.128 o total de óbitos durante a pandemia, informou hoje o ministério da Saúde britânico.

O balanço representa uma descida face aos números de terça-feira, quando foram anunciadas mais 286 mortes relativamente a domingo.

Desde meados de abril que a tendência geral da mortalidade e de casos de contágio é decrescente, o que levou o governo britânico a anunciar no início de maio o alívio gradual do regime de confinamento em vigor desde 23 de março.

A partir de segunda-feira vão poder abrir lojas não essenciais, bem como jardins zoológicos, cinemas "drive-in" e locais de culto, desde que garantam o respeito pelas regras de segurança e de distanciamento social.

18h05 (CET): África passa barreira dos 200 mil casos e contabiliza 5.530 mortos

África passou hoje a barreira dos 200 mil casos de Covid-19, contabilizando 203.880 infetados pelo novo coronavírus, dos quais 5.530 mortos, mais 196, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

A região do continente mais afetada pelo novo coronavírus continua a ser o Norte de África, com 2.337 mortos, em 58.134 casos.

O Egito é o país com mais mortos (1.306) em 36.829 infeções, seguindo-se a África do Sul e a Argélia.

Entre os países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infeções, com 1.389 casos, dos quais resultaram 12 mortos.

17h55 (CET): Espanha com o dobro de novos casos em relação a terça-feira

Os novos casos de Covid-19 duplicaram hoje em Espanha, alcançando os 167 nas últimas 24 horas, elevando para 242.280 o total de infetados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Segundo as autoridades do país, o número total de mortes continua sem ser atualizado há quatro dias, mantendo-se nos 27.136.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos por Covid-19 (112.006) e mais casos de infeção confirmados (quase 2 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (40.883 mortos, mais de 289 mil casos), o Brasil (38.406 mortes, quase 740 mil casos), a Itália (34.043 mortos, mais de 235 mil casos), a França (29.296 mortos, mais de 191 mil casos) e a Espanha (27.136 mortos, quase 242 mil casos).

17h10 (CET): Liga norte-americana de futebol recomeça a 8 de julho com torneio na Florida

A Major League Soccer (MLS), principal divisão de futebol dos Estados Unidos, vai regressar, após a paragem por causa da pandemia de Covid-19, a 8 de julho, com um torneio no complexo da Walt Disney, na Florida.

As 26 equipas que integram a MLS vão ser divididas em seis grupos para a ronda de abertura do torneio, que vai ser disputado sem adeptos nas bancadas.

A liga norte-americana foi interrompida em 12 de março, por causa da pandemia, depois de terem sido disputadas apenas duas jornadas, e o regresso vai ser num formato inovador, com todas as equipas alojadas num único "resort" e sujeitas a um rigoroso protocolo sanitário.

Cada clube vai disputar três jogos no seu grupo e o torneio vai decorrer durante 16 dias consecutivos, com os resultados a contarem para a época regular, que vai arrancar mais tarde.

As melhores 16 equipas vão avançar para uma ronda de eliminatórias e o vencedor do torneio vai ganhar um lugar na Liga dos Campeões da CONCACAF, em 2021.

Depois de concluído o torneio, as equipas vão recomeçar a época regular nos seus estádios de origem.

16h35 (CET): Rússia registou em maio número de mortes sem precedentes em dez anos

As autoridades russas anunciaram hoje 15.713 mortes registadas em maio, incluindo 5.260 por Covid-19, um total sem precedentes nos últimos dez anos, e que representa um aumento 57% em relação ao mesmo período de 2019.

Segundo o departamento de saúde da capital russa, não registavam tantas mortes desde o verão de 2010, quando a cidade de Moscovo mergulhou numa onda de calor histórica", noticia hoje a Agência France Press (AFP).

Segundo AFP, "as estatísticas oficiais da Rússia incluem apenas as mortes confirmadas após a realização da autópsia, e em que a doença Covid-19 é considerada a principal causa", uma das razões que explicam o facto da Rússia apresentar uma menor taxa de mortalidade pelo novo coronavírus que outros países.

O Governo Russo aponta ainda, entre outras medidas para combater a epidemia, o encerramento de fronteiras, a reorganização do sistema hospitalar ou uma política massiva de triagem com 13,5 milhões de exames realizados até ao momento.

16h15 (CET): Cabo Verde com mais 30 casos e aumenta total para 615

Cabo Verde registou hoje mais 30 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, dos quais 23 no concelho de Santa Cruz, ilha de Santiago, e o total acumulado no país aumentou para 615, anunciou o Ministério da Saúde.

A maior parte dos casos (23) foi registada no concelho de Santa Cruz, ilha de Santiago, seguida da Praia, também em Santiago, com mais seis, e um em São Vicente, importado da ilha do Sal.

No mesmo comunicado, o Ministério da Saúde indicou que o país regista 314 doentes recuperados, mais 20 do que no dia anterior.

16h07 (CET): Alemanha regista 318 novos casos e testa mais de 350 mil pessoas por semana

A Alemanha registou 318 novos casos de Covid-19 para um total de 184.861, testando, de acordo com dados avançados hoje pelo Ministério da Saúde, entre 350 e 400 mil pessoas por semana.

De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), a Alemanha tem nesta altura 8.729 vítimas mortais devido à Covid-19, um aumento de 18 em relação ao dia anterior.

O governo alemão decidiu hoje prolongar até 31 de agosto a recomendação de não viajar para países terceiros. Nesta lista incluem-se ainda Espanha, Noruega e Reino Unido.

A partir da próxima terça-feira, os cidadãos da União Europeia vão poder voltar a então entrar livremente na Alemanha, sem controlos e sem quarentena obrigatória, mas com algumas exceções.

Para todos os que chegam de países comunitários com um número de infetados de mais de 50 por 100 mil habitantes (cumulativamente nos últimos sete dias), a quarentena é exigida.

15h50 (CET): Presidente angolano elogia trabalho de Portugal no combate à pandemia

O Presidente angolano, João Lourenço, elogiou o trabalho de Portugal no combate à covid-19, numa mensagem evocativa do 10 de junho, em que defende o "contínuo estreitamento das relações de amizade e de cooperação" entre os dois países.

Em mensagem enviada ao Presidente da República Portuguesa, João Lourenço escreveu que Portugal deve aproveitar as celebrações do Dia de Portugal, Camões e Comunidades Portugueses para “comemorar conquistas importantes no plano sanitário, pela forma exemplar e eficaz como tem conseguido até aqui controlar e conter a propagação da covid-19".

Leia o artigo completo aqui

15h35 (CET): Áustria levanta restrições de viagem com 31 países e mantém com Portugal

A partir de 16 de junho, a Áustria levantará a obrigatoriedade de apresentação de um teste negativo ou de imposição de uma quarentena de duas semanas aos cidadãos que entram no país provenientes de 31 países, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco, Alexander Schallenberg.

A medida abrange todos os parceiros da União Europeia (UE) e da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), exceto a Suécia, o Reino Unido, Portugal e Espanha.

Leia o artigo completo aqui

15h20 (CET): GP de Itália de MotoGP cancelado devido à pandemia

O Grande Prémio de Itália de MotoGP, que estava previsto para 31 de maio e que já tinha sido adiado, foi definitivamente cancelado devido à pandemia de Covid-19.

O diretor do circuito, Paolo Poli, observou que, "apesar do esforço feito para encontrar uma solução, a impossibilidade de realizar um evento com espetadores e a situação excecional criada” pela pandemia não permitiram encontrar uma data para a realização do GP de Itália.

Esta será a primeira vez desde 1991 que o Autódromo Internacional de Mugello não recebe uma corrida de MotoGP. A primeira vez que o Campeonato do Mundo de velocidade de motociclismo ali disputou uma corrida foi em 1976.

A etapa italiana é a sétima prova cancelada em 2020 devido à pandemia de covid-19, depois de já terem saído do calendário as corridas dos Países Baixos, Finlândia, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e Japão.

14h20 (CET): Portugal com 1.497 mortos e 35.600 infetados

Portugal regista hoje 1.497 mortes relacionadas com a Covid-19, mais cinco do que na terça-feira, e 35.600 infetados, mais 294, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.492 mortes, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,3%. Já os casos e infeção subiram 0,8%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo (13.878), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 270 casos de infeção (+2%).

14h00 (CET): Bruxelas propõe reabertura gradual das fronteiras externas a partir de 1 julho

A Comissão Europeia vai propor ainda esta semana uma reabertura “gradual e parcial” das suas fronteiras externas, encerradas desde março, a partir de 1 de julho, revelou hoje o chefe da diplomacia da UE.

Durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, o Alto Representante da UE para a Política Externa e vice-presidente do executivo comunitário Josep Borrell adiantou que o colégio da Comissão Europeia vai adotar ainda na semana em curso uma proposta com vista ao início do levantamento das restrições de viagens desde países terceiros a partir de 01 de julho, data em que Bruxelas espera que já todas as fronteiras internas da União tenham sido reabertas.

Borrell antecipou que a proposta de reabertura gradual das fronteiras externas da União prevê que esta comece a ser aplicada a “certos países terceiros, tendo em conta princípios e critérios" acertados e coordenados com os Estados-membros.

O chefe da diplomacia europeia reiterou que o processo de abertura das fronteiras externas só deve ter início uma vez levantadas todas as restrições internas.

13h30 (CET): Comissão Europeia diz ter “provas suficientes” de desinformação chinesa sobre surto

A Comissão Europeia afirma ter “provas suficientes” da existência de propaganda chinesa na Europa relativa ao surto de covid-19, um “novo fenómeno” que se junta à desinformação russa e à propagação de informação falsa por “atores europeus”.

“Temos provas suficientes para perceber como é que a propaganda chinesa funciona e como tem funcionado nesta crise da covid-19 e, devido a essas provas, penso que é altura de dizermos a verdade, de informar as pessoas”, declarou a vice-presidente da Comissão Europeia com a pasta dos Valores e Transparência, Vera Jourová.

Além da China, também a Rússia foi identificada como “promotora ou fonte de desinformação”, naquela que é “a primeira vez” que a União Europeia (UE) assinala tão claramente estas origens de "fake news".

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