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Mulheres manifestam-se em Paris a favor dos agentes da polícia

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Mulheres manifestam-se em Paris a favor dos agentes da polícia
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Centenas de pessoas participaram este sábado num protesto em Paris a favor das forças de segurança francesas.

O protesto foi organizado pela associação das mulheres das forças da ordem em cólera (FFOC, na sigla original) e apelava à mobilização dos cidadãos "contra a divisão, a perda de valores e o ódio à polícia".

No discurso aos participantes, a presidente da associação sublinhou "nenhum polícia é racista nem violento".

Uma posição sublinhada para rebater as recentes acusações de abuso de autoridade e de força contra minorias que têm sido dirigidas às forças da ordem, inspiradas pelos protestos do movimento "Black Lives Matters" ("A Vida dos Negros Importa") após o homicídio do norte-americano George Floyd por um polícia.

As acusações levaram inclusive o governo francês a proibir os polícias de recorrer a certas técnicas de neutralização de suspeitos consideradas perigosas.

A FFOC garante não ter ligações políticas nem sindicais e é formada por esposas, companheiras e namoradas de agentes da polícia e da guarda nacional, tendo ganho em 2017 o estatuto de associação.

Na manifestação, em que também participaram outros familiares e amigos de agentes da polícia, eram visíveis cartazes a pedir "respeito pela polícia" e a clamar que "todas as vidas contam", numa alusão ao lema do movimento "Black Lives Matter".

Polícia reúne-se no Bataclan

Na sexta-feira, houve outro protesto na mesma linha, também em Paris, mas pelos próprios agentes da polícia.

Algumas centenas de profissionais da segurança nacional reuniram-se diante do Bataclan, a sala de concertos onde há cinco anos ocorreu um ataque terrorista, para protestar contra as acusações de violência excessiva e racismo.

A Associação "Life For Paris", que integra vítimas dos vários atentados ocorridos em Paris e Saint-Denis a 13 de novembro de 2015, agradeceu o trabalho heroico da polícia naquela noite trágica, mas apelaram aos agentes para agora não usarem de forma política a memória das vítimas do atentado no Bataclan.