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"Tady Vary" ou o Cinema em tempos de pandemia

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"Tady Vary" ou o Cinema em tempos de pandemia
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É um ano de reinvenção para o setor da Cultura. O Festival de Cinema de Karlovy Vary, na conhecida cidade checa com o mesmo nome, não foge à regra. Este ano não há globos de cristal para distribuir, mas os filmes do programa podem ser visualizados. Os organizadores chamam-lhe "Tady Vary" - que se traduz literalmente por "O Vary está aqui".

O presidente do Festival explica que a direção selecionou 16 obras - três são estreias europeias e uma é primeira mão mundial. Jiri Bartoska justifica que "como as pessoas não puderam ir a Karlovy Vary decidiram levar o festival às regiões".

Por estes dias, 96 salas de cinema são palco para esta festa. Visionamentos presenciais e transmissões em direto através da internet - algumas comentadas.

A abertura formal do festival foi feita esta sexta-feira com o filme australiano “Babyteeth”, de Shannon Murphy, ainda sem data de estreia em Portugal.

A intenção da organização é repetir a formula em Novembro, com um festival de 4 dias com 30 filmes selecionados. Para Karel Och, diretor de programação, o importante é continuar a oferecer filmes aos espectadores e por isso "mais vale levar o cinema a casa do que cancelar festivais".

A enorme réplica do Globo de Cristal, o prémio do festival, é já uma atração na cidade de Karlovy Vary. Mas a passadeira vermelha serve agora apenas para selfies de ocasião. Organização e amantes do cinema esperam que este espaço volte a encher-se de pessoas já no próximo ano.