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"Não há previsão de regresso à 'velha normalidade'"

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"Não há previsão de regresso à 'velha normalidade'"
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A Organização Mundial da Saúde avisa: "Não há previsão de retorno à velha normalidade".

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, critica o facto de muitos países seguirem no caminho errado, com líderes a minarem as bases de quaisquer respostas à pandemia.

"Se os governos não comunicarem claramente com os seus cidadãos e não desempenharem um papel numa estratégia abrangente, centrada na supressão de transmissões e no salvamento de vidas; se os princípios básicos não forem seguidos, só há um caminho para a pandemia: é ficar cada vez pior", afirmou Tedros Adhanom.

Cada vez mais cidades e regiões do mundo estão a voltar ao confinamento ou a reimpor restrições. Em Espanha, está em curso uma batalha legal - um juiz em Lérida tenta impedir o governo da Catalunha de reimpor medidas de confinamento.

Para o juiz, o governo regional excedeu a autoridade ao obrigar 140 mil pessoas a ficarem em casa. Os líderes da região prometem apelar se a decisão for desfavorável e pedem às pessoas que fiquem em casa.

A República Checa voltou a impor restrições de viagem para a Sérvia e o Montenegro, após um pico nos casos de coronavírus nos países dos Balcãs. E qualquer pessoa destes países que chegue à República Checa deve apresentar um teste COVID-19 negativo ou ser colocado em quarentena.

Também preocupada com o surto em alguns países balcânicos, a Grécia vai reforçar os controlos, a partir de quarta-feira, e proibir cultos religiosos e festas nas aldeias das regiões fronteiriças.

Em Marrocos, cerca de um milhão de habitantes da cidade de Tânger voltam ao confinamento, após o ressurgimento da epidemia. Os transportes públicos vão ser suspensos; os cafés, os centros comerciais, os mercados e os espaços públicos serão fechados e os residentes só poderão sair de casa "em casos de extrema necessidade".

Nas Filipinas, seis semanas após o desconfinamento, 250 mil pessoas voltam a ficar em casa num dos bairros mais pobres de Manila.

Estes são alguns exemplos de retrocesso no combate ao vírus, dos muitos que se sucedem pelo mundo, numa altura em que pandemia já matou mais de meio milhão de pessoas.