Equipas internacionais de resgate prosseguem buscas em Beirute

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Comunidade mundial multiplica os apelos de solidariedade com o Líbano.

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Com um cenário desolador de escombros e destruição como pano de fundo, equipas internacionais de resgate prosseguem as buscas no epicentro do porto de Beirute, palco de violentas explosões que fizeram mais de cem mortos e milhares de feridos.

"Estamos a tentar encontrar estruturas que resistiram debaixo de toneladas de destroços", sublinhou o coronel Vincent Tissier, da Proteção Civil francesa.

Equipas francesas e russas ajudam as autoridades libanesas no terreno. Nas últimas 24 horas encontraram-se mais quatro cadáveres, elevando o balanço de vítimas mortais para 149.

O executivo libanês lançou uma investigação, numa altura em que enfrenta pressão crescente da sociedade civil, que responsabiliza o governo pela tragédia, alegando negligência e corrupção endémica.

Nas ruas de Beirute multiplicam-se os protestos, com confrontos entre manifestantes e polícia.

"As pessoas estão revoltadas porque não acreditam que o Governo esteja a fazer uma investigação minuciosa e transparente. Acreditam que quem quer que tenha responsabilidade no seio do governo será encoberto. Tal como tem acontecido ao longo dos últimos 30 anos", referiu Carol Malouf, jornalista.

De acordo com investigadores franceses, que se baseiam em informações disponibilizadas até ao momento pelas autoridades libanesas, tudo indica que as explosões resultaram de um acidente.

O tempo e as provas revelarão se assim foi. Enquanto isso, o Líbano é uma nação de luto.

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