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Concerto serve de experiência para estudar propagação do coronavírus

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Concerto serve de experiência para estudar propagação do coronavírus
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Mais de duas mil pessoas participaram hoje, na Alemanha, em três concertos simulados para testar o melhor modelo que permita organizar este tipo de espetáculos, evitando a contaminação pelo novo coronavírus.

Segundo relata a agência France Press, o cantor ‘pop’ alemão Tim Bendzko aceitou participar no estudo da Universidade de Halle e deu três “mini-concertos” durante o dia em Leipzig, testando várias variáveis: com um menor e um maior número de espetadores, maior ou menor distanciamento, além de diferentes medidas de higiene.

Nas simulações de concerto apenas foi autorizada a participação de pessoas jovens e saudáveis, para limitar o risco de contágio pelo covid-19, e com teste negativo para o novo coronavírus.

“Este projeto deve lançar as bases para o retomar do setor do entretenimento, que é particularmente afetado pelas medidas restritivas que tiveram de ser tomadas devido à pandemia de covid-19”, explicou o ministro da Ciência do Estado da Saxónia, a uma televisão local.

Os voluntários também mediram a temperatura à entrada dos concertos, usaram máscara de tipo “FFP2” e foi-lhes entregue um dispositivo para monitorizar os seus movimentos e contactos.

“Senti-me um rato de laboratório”, comentou um dos voluntários, Robert Siemer.

Os desinfetantes florescentes utilizados permitiram registar as superfícies que eram mais tocadas pelas mãos dos participantes.

Os investigadores da Universidade de Halle mediram também a trajetória dos aerossóis projetados pelos participantes, partículas que, segundo os especialistas, desempenham um papel importante na contaminação.

Com os dados recolhidos, os investigadores pretendem desenvolver um modelo matemático que avalie os riscos de propagação do vírus numa sala de concertos.

Os resultados do estudo deverão ser publicados no outono.

O número de novos casos de contaminação pelo novo coronavírus na Alemanha ultrapassou os 2.000 nas últimas 24 horas, o nível mais alto desde o final de abril.

O instituto de vigilância sanitária alemão RKI registou 2.034 novos casos, elevando o número de infetados desde o início da pandemia para 232.082. Registaram-se também sete novas mortes, o que neste caso eleva o número de óbitos no país para 9.267.

O número de novos casos diários aumentou acentuadamente nos últimos dias. As autoridades explicam esta situação pelo retorno de muitos turistas alemães do estrangeiro das férias de verão de áreas de risco.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 800 mil mortos e infetou mais de 23 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.794 pessoas das 55.452 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.