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Eslovenos alertam para riscos de maior cimenteira do país

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Salonit Anhovo
Salonit Anhovo   -   Direitos de autor  Johannes Pleschberger
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Aquela que é a maior cimenteira da Eslovénia está no centro de um intenso debate nacional. Situada junto à fronteira italiana, para além de cimento a unidade de Salonit Anhovo produz energia através da queima de resíduos.

Os habitantes locais exigem o fim da incineração e relembram o que aconteceu na década de 90. Na altura, este local ficou célebre pelas piores razões: o fabrico de amianto esteve na origem de inúmeros casos mortais de cancro entre os trabalhadores. Os familiares recebem uma pensão específica.

"Não há dinheiro que traga as pessoas de volta. Não há dinheiro que apague a dor que vivemos", afirma Liliana Misigo, que perdeu pai e mãe, antigos trabalhadores.

Entre 1998 e 2016, foram reportados na região mais de 2 mil casos de doenças relacionadas diretamente com a produção de amianto. Mais de 600 profissionais de saúde fizeram um apelo conjunto ao governo.

"Temos a obrigação de informar para que a história do amianto não se repita", salienta Nevenka Mlinar, médica.

Vários grupos ambientalistas questionam as autorizações atribuídas a fábricas como Salonit, cujo limite de emissão de poluentes é maior do que noutras unidades de incineração.

Julijan Fortunat, o diretor-geral de Salonit Anhovo, defende-se: "O que podemos garantir à população é que fazemos tudo por cumprir os critérios apresentados pelo governo e pelas autoridades europeias".

A resposta do Ministério do Ambiente esloveno é a seguinte: "O desempenho ambiental de Salonit é melhor do que a maioria das cimenteiras europeias".

Salonit também emite partículas de benzeno, outra substância potencialmente cancerígena. A empresa avança com pareceres de especialistas universitários que salientam que os riscos de contaminação são muito reduzidos.

Na verdade, Salonit até solicitou ao governo um aumento de 25% na capacidade de incineração. As autoridades estão a analisar o pedido.