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Hotéis portugueses perdem 70% e dão alerta de colapso

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Era o apelo possível no contexto atual: a campanha lançada em junhoincitava os portugueses para que viajassem dentro de portas para ajudar a salvar a economia. Mas feitas as contas, o resultado não foi exatamente o pretendido.

Num país onde mais de 14% do PIB depende do turismo, a Associação de Hotelaria estima agora quebras de receitas superiores a 70% e prejuízos acima dos 3,6 mil milhões de euros. As fórmulas previstas para os apoios, dizem os responsáveis, não funcionam.

Raul Martins, presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, explica o seguinte: "Podemos dizer que reduzimos o horário de trabalho a todos em 30%. Mas os clientes vêm durante o mês todo ou durante todo o período de abertura do hotel. O hotel tem de estar aberto 24 horas. Não podemos dizer: 'agora trabalhamos 30% do tempo e agora vamos embora'".

Ao lado, em Espanha, o segundo país mais visitado do mundo viu circular cerca de 2,5 milhões de turistas no mês de julho, representando uma queda de 75% em relação ao ano anterior.

Já no país que mais turistas recebe a nível global, a França, olha-se para o que aí vem. As estações de esqui começaram a reabrir. Algumas já acumularam perdas de várias dezenas de milhões de euros. Para já, calculam-se menos 30% de reservas.