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Acordo de paz no Nagorno-Karabakh

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Acordo de paz no Nagorno-Karabakh
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Em Erevan, capital da Arménia, uma multidão furiosa invadiu a sede do governo. Os manifestantes saquearam escritórios e partiram janelas, desiludidos com a decisão do primeiro-ministro Nikol Pashinyan de assinar um acordo de paz com o Azerbaijão e com a Rússia em torno da região de Nagorno-Karabakh, disputada entre os dois vizinhos do Cáucaso.

A notícia foi avançada pelo próprio Pashinyan através de um post no Facebook.

Dmitri Lovetsky/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
Multidão invade e vandaliza a sede do governo arménioDmitri Lovetsky/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved

O chefe do governo arménio diz que assinou um "doloroso acordo para pôr fim ao conflito militar no Nagorno-Karabakh após mais de um mês de derramamento de sangue".

Desde que os combates recomeçaram, em setembro, houve vários acordos de cessar-fogo, mas falharam todos. Os arménios perderam território e, durante o fim de semana, as forças do Azerbaijão tomaram conta da segunda maior cidade da região, conhecida como Shusha pelos azeris e como Shushi pelos arménios.

Foi Vladimir Putin, o presidente da Rússia, que anunciou o acordo de paz entre as duas antigas repúblicas soviéticas. Numa declaração, Putin disse que "segunda-feira, ele próprio, o Presidente do Azerbaijão, Ilhan Aliyev e o Primeiro-Ministro arménio, Nikol Pashinyan assinaram um documento para que haja um cessar-fogo total e cessem todas as atividades militares na zona de conflito de Nagorno-Karabakh à meia-noite do dia 10, pela hora de Moscovo".

Ao abrigo do novo acordo, o Azerbaijão mantém as áreas de Nagorno-Karabakh que tomou durante o conflito. A Arménia concordou retirar as tropas de várias outras áreas adjacentes ao longo das próximas semanas. As zonas em conflito vão agora ser patrulhadas pelas tropas russas, para garantir a manutenção deste plano de paz com o selo do Kremlin.